Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
São 14 horas e 10 minutos de uma tarde abafada em Itabuna, agravada pela sujeira que emana de uma avenida do Cinqüentenário em obras, com a poeira invadindo as lojas, verdadeiro desafio ao bom senso.
Na agência do Bradesco, a fila nos caixas eletrônicos é absurda, justamente nessas máquinas que, em tese, deveriam garantir agilidade no atendimento. Esqueçam a palavra ´caixas eletrônicos´. É caixa eletrônico mesmo, porque dos mais de dez ali instalados, apenas um deles está disponível para todas as operações.
No mínimo meia hora na fila.
No interior da agência, há um caixa preferencial para idosos e portadores de deficiências. Itabuna deve ser o paraíso da terceira idade, porque a fila é igualmente monumental. A espera pelo atendimento dura em média 40 minutos.