EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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EXPEDIENTE:

Layout:
Jamile Ocké
Sistema:
Marcelo Guerra
Fotografia:
Sandro Andrade

Matérias com a tag ‘Guilherme Leal’

CASA DOS ARTISTAS RECHEADA DE ATRAÇÕES

A Casa dos Artistas inicia 2012 com programação diversa no mês de janeiro. Música, teatro, cinema e literatura marcarão presença no próximo ano.

Durante os sábados acontece o Sábado Sim, que dá espaço à boa música, com apresentações das bandas Tríduo e Improviso Nordestino (07/01), Infected Minds e Dr. Imbira (14/01), Mortífera e Inside Hatred (21/01) e Jah Bless e Quizila (28/01), sempre às 20h, com entrada a 10 reais e meia por R$ 5,00.

Serão retomadas também as “Quartas de Assalto”, onde músicos da cena alternativa de Ilhéus, acompanhados de poetas, tomarão de assalto a Rua Jorge Amado. Num palco que será montado em frente à Casa serão feitas apresentações surpresas. É a segunda edição deste projeto que apresenta bandas alternativas com poetas da região.

Depois da música, será a vez da sétima arte tomar os espaços, por meio do Cine Clube Équio Reis, com exibições sempre às terças-feiras, a partir das 19h. Em cartaz, os filmes Nossa Hospitalidade (10/01), Sherlock Jr (17/01), O General (24/01) e Capitão Bill Jr (31/01). A entrada é franca.

A Casa receberá também apresentações teatrais, às sextas, como as montagens A Noite dos Clowns (09, 16, 23 e 30/01), Teodorico Majestade – as últimas horas de um Prefeito (13/01), Homens Ajudam Homens? (20/01) e Auto Falante (26/01). Entrada a 10 reais e meia a R$ 5,00.

 Serão lançados, no dia 12, às 19h, os livros Quintas do Tempo, de André Rosa, À espera do verão, de Geraldo Lavigne de Lemos, Inúmera, de Daniela Galdino e Outros Silêncios, de Gustavo Felicíssimo, todos da Editora Mondrongo.

Na Galeria Hans Koella, será aberta a exposição de telas Cores de Duas Nações, do artista plástico chileno, Fidel Soto Leal, no dia 16 de janeiro, às 14h30min. As obras ficarão expostas por um mês.

A Casa dos Artistas fica na Rua Jorge Amado, número 39, centro de Ilhéus.

DIGNIDADE, JÁ!

Por Marcos Pennha.

Bastou a notícia de que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em Brasília (DF), negou a licença à Bahia Mineração (BAMIN) – interessada na construção de um terminal de uso privativo (tup) de embarque de ferro no distrito Ponta da Tulha em Ilhéus/ BA – para as pessoas favoráveis apresentarem suas peculiares ações de ódio e desrespeito aos seres humanos. Infelizmente, cazaques, indianos e chineses, com o apoio da cúpula política, disseminam o digladiar entre o bom povo da região sul da Bahia, mormente de Ilhéus.

É um triste traço característico, dos simples serviçais dos poderosos políticos, o ato de confundir a opinião pública, alardeando inverdades. Veja que, quando foi noticiado que o assentamento Tijuípe em Uruçuca/ BA tornou-se alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), tentaram em vão associar a irregularidade ao empresário Guilherme Leal, um dos sócios da Natura Cosméticos e ex-candidato a vice-presidente de Marina Silva (PV) em 2010. Confira o que foi publicado sobre o assunto aqui.

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MARINA USARÁ INSTITUTOS PARA TENTAR VOLTAR EM 2014

Marina Silva

Apesar de ter afirmado em seu discurso de despedida do Congresso que, “a priori”, não se colocará como presidenciável em 2014, os aliados de Marina Silva já traçam os planos para a verde continuar nos holofotes e manter o capital político dos quase 20 milhões de votos obtidos em outubro.

Marina trabalha para criar em Brasília o Instituto Marina Silva e a expectativa é que surjam convites para palestras no Brasil e no exterior. Um aliado acredita que ela irá se sustentar financeiramente com o dinheiro arrecadado nas palestras.

Em São Paulo, Marina irá reassumir a presidência do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), criado em 2009, com recursos do Instituto Arapyaú, do empresário Guilherme Leal, sócio da Natura e candidato a vice na chapa de Marina. A entidade propõe realizar debates de propostas e ideias que contribuam para aprofundar a democracia e a sustentabilidade.

Crédito: O Globo

SEGUNDO PRESIDENTE

Por Marcos Pennha.

Não pretendo alongar-me nesse tema. Acredito, meu caro leitor, minha cara leitora, que eu caminharei pela trilha do segundo presidente. Vamos que vamos, conforme anima a companheira Socorro. No inesquecível humorístico Viva o Gordo, apresentado durante bom tempo na TV Globo, o humorista Jô Soares interpretava um político convidado a ser vice numa chapa. Ele não aceitava, alegando que vice é insignificante, não tem função, é só peça decorativa. Daí, questionava, desfilando um montão de exemplos de que o vice nunca é homenageado: “Já viu alguém erguer uma estátua em homenagem a um vice?” Concluía afirmando: “Tirante Aureliano (Chaves, vice do general João Batista de Oliveira Figueredo), que fala, vice não tem valor.

Boas lembranças à parte, notamos que houveram mudanças significativas ao longo do tempo. O personagem do Jô estava certo. Ninguém atenta para o vice do cargo executivo da administração pública. Quem era, por exemplo, o vice do presidente general Ernesto Geisel? Adalberto Pereira da Silva. Um espaço para o piteco de humor. Houve época em que a ‘porra’ era considerada palavrão. Segundo a piada (ou foi verdade?) o povo ficou sabendo que o tal palavrão passou a não sê-lo. Um repórter, para confirmar, perguntou: “Presidente, é verdade que o senhor liberou a porra?” Geisel, que governou o país de 1974 a 1979, respondeu, com seu jeitão fechado de militar no poder: “Eu não liberei porra nenhuma”.

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QUEM PAGOU O ALUGUEL DO HELICÓPTERO?

Pessoa física ou pessoa jurídica? Quem pagou o aluguel do helicóptero para que um renomado fotógrafo (jornalista sem critérios) fizesse imagens aéreas da fazenda de Guilherme Leal, com o objetivo de montar a farsa já desmascarada pelo IBAMA?

Teria sido a BAMIN? Será que foi o petista e deputado federal Geraldo Simões? Ou teria sido o próprio fotógrafo?

Será que a poderosa BAMIN seria capaz de patrocinar uma central de factóides e mentiras disposta a enganar a opinião pública?

Aliás, quem estimulou (R$) a campanha difamatória contra os procuradores do ministério público federal?

A FARSA DAS FOTOGRAFIAS AÉREAS CAIU: IBAMA INOCENTA GUILHERME LEAL

O Blog do Gusmão, na última quinta-feira (15), afirmou que se tratava de uma farsa montada por profissionais simpáticos à causa da Bamin (clique aqui). Eis que agora surge a verdade divulgada pelo IBAMA.

Por Lauro Jardim, da Veja.

IBAMA: Guilherme Leal não cometeu crime ambiental

Guilherme Leal, o candidato a vice de Marina Silva, acusado na semana passada ter ter cometido crime ambiental nas obras que está fazendo em sua fazenda em Uruçuca, no sul da Bahia, é inocente.

Quem garante é o presidente do Ibama, Abelardo Bayma, para quem as obras têm a anuência do Conselho Gestor da APA Estadual Itacaré-Serra Grande (BA).

Bayma faz a afirmação baseado na conclusão da apuração da denúncia protocolada na sede do Ibama em Ilhéus. Segundo ele, os fiscais fizeram duas vistorias na fazenda e notificaram o empresário a apresentar a documentação sobre a situação do imóvel. Disse Bayma:

- O Ibama concluiu que o empreendimento está em conformidade com as autorizações concedidas pelas esferas estaduais e municipais.

DENÚNCIA CONTRA FAZENDA DE GUILHERME LEAL É UMA FARSA

Desfigurando o jornalismo sem critérios, que apenas voa, sem colocar os pés no chão.

O Blog do Gusmão ficou intrigado com a denúncia envolvendo o empresário Guilherme Leal, sócio da gigante dos cosméticos, Natura, acusado de devastar áreas protegidas pela legislação ambiental. Como pode uma pessoa que tanto prega o desenvolvimento sustentável, cometer tamanha contradição?

Decidimos visitar a fazenda que foi “alvo” de uma reportagem elaborada por profissionais simpáticos à causa da BAMIN. Mantivemos contato com pessoas ligadas ao administrador do empreendimento e descobrimos que ele já estava convidando jornalistas para que fossem ao local. Não fomos de helicóptero (quem pagaria?), decidimos ir de carro para conferir “in loco”.

O que vimos ontem (quarta-feira/14), de perto, não bate em nada com as informações amplamente divulgadas pela blogosfera regional.

Guilherme Leal comprou a área há cinco anos, que era propriedade de um italiano conhecido como Federico, dono da CAMPARI (fabricante de bebidas alcoólicas). Mede 78,4 hectares (bem menos do que os 200 divulgados) e tinha plantações de abacaxi nos espaços sem vegetação típica.  O empreendimento é residencial, sendo assim, segundo a legislação, não é passível de um EIA-RIMA.

Área de manguezal totalmente preservada. Dentro da propriedade não ocorreram aterros.

Toda a construção, segundo relatório entregue pelo administrador (preferiu não se identificar) ao IBAMA, ao todo, ocupa apenas 0.48 hectare, bem menos do que os 3% permitidos pela lei. Tudo, absolutamente tudo, foi realizado buscando uma harmonia máxima com a natureza, adequado ao conceito de sustentabilidade. Áreas antropizadas foram aproveitadas, sem que fosse necessário derrubar o que restou da mata nativa.

Área reflorestada. Observe com atenção. Fotos aéreas não conseguiram captar as mudas de árvores nativas, plantadas há pouco tempo.

As casas e os bangalôs (9 no total) foram erguidos com madeira certificada ou reutilizada (adquirida em demolições). Apenas uma pequena instalação foi construída com cimento, devido às exigências da COELBA. Atraiu a nossa atenção, o cuidado com algumas árvores que permaneceram intactas, apesar das construções. Veja as fotos.

Árvore preservada na parte interna de um bangalô.

Troncos de árvores como parte do telhado de piaçava.

O tráfego de carros movidos por combustíveis convencionais só é permitido até a entrada. Para ter acesso às instalações, o transporte é feito através de carros elétricos.

Carros elétricos, os únicos autorizados a circular pela fazenda.

Carros elétricos, os únicos autorizados a circular pela fazenda.

As áreas “abertas” estão sendo reflorestadas com árvores e plantas nativas (aroeira, araçá, pau-brasil e etc).

Muda em estágio avançado de crescimento, comprada no sul do país.

Toda a água utilizada vem das chuvas, armazenada através de um sistema que faz a captação a partir dos telhados, encaminhando para um moderno sistema de tratamento.

Tanques que armazenam e tratam as águas das chuvas, reutilizadas na fazenda.

A fazenda dispõe de sistemas de captação de energia solar que abastece, inclusive, chuveiros elétricos. Há dois geradores movidos a diesel, porém, o empresário está compensando o carbono emitido, através do reflorestamento de 50 hectares, em outra propriedade, cuja  área devastada pelo proprietário anterior foi bem maior.

Sistema de aquecimento de água através da energia solar.

Todo o esgoto é jogado em fossas sépticas, elaboradas em três compartimentos. O primeiro, na parte superior, recebe os resíduos dos vasos sanitários. O segundo, na parte inferior, é preenchido com pedriscos, e recebe do primeiro compartimento, o material  já decomposto por bactérias existentes em nosso organismo. Em seguida, os dejetos sobem, sendo filtrados pelos pedriscos, passando para o sumidouro (compartimento três) que junto com a água das pias (previamente decantada) são devolvidos ao solo.

Fossa séptica. Esgoto armazenado e tratado em três compartimentos.

Algumas fotos aéreas tentaram denunciar supostos espaços devastados. Segundo o administrador, no local foram enterrados dutos para a passagem da fiação elétrica, originada da Coelba. O objetivo é evitar o uso dos geradores. Em volta das bromélias, tidas como uma espécie de “camuflagem” pelos denunciadores, foram plantadas mudas de árvores nativas, algumas em tamanho avançado, compradas no sul do país.

Dutos para a fiação elétrica.

O empreendimento utiliza mão de obra do distrito de Serra Grande (Uruçuca), no total, 108 trabalhadores estão empregados. Setenta na fase  de construção e trinta e oito fixos .

A fazenda, por ser um projeto sustentável, é objeto de pesquisa de estudantes do curso de Biologia da UESB (universidade estadual do sudoeste da Bahia), de Vitória da Conquista. Em contrapartida,  a instituição prometeu um estudo sobre o estuário do Rio Tijuípe, que, por não passar em zonas urbanas, não tem poluição.

Guilherme Leal e o Instituto Arapyaú de Educação e Desenvolvimento Sustentável, através de um diagnóstico participativo com a comunidade de Serra Grande, estão viabilizando um plano de referência urbanística para o distrito.

Toda a documentação foi entregue ao IBAMA, que mandou fiscais ao local. O proprietário não foi multado, e sim, notificado a prestar esclarecimentos. Técnicos da secretaria estadual de meio ambiente e do CRA estiveram na fazenda e fizeram elogios ao projeto. Neste momento, uma equipe está trabalhando para provar à opinião pública que o projeto está totalmente adequado à legislação ambiental. O autor da denúncia provalmente responderá a um processo no judiciário.

Uma equipe do jornal A Tarde esteve no local. Segundo relatos, todos perceberam que se tratava de uma “fria”, pois o que encontraram não correspondeu ao “estardalhaço” divulgado.

O Blog do Gusmão não foi contratado para produzir esta matéria.

LÍDER GREVE DA PM
Carga Pesada






Funk do valentão.
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