Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
A idéia do retorno de Jabes desagrada muitas pessoas.
Há quem afirme que o retorno de Jabes Ribeiro ao Palácio Paranaguá, em 2013, seria um grande retrocesso.
Jabes foi prefeito três vezes e teve enorme influência no governo do seu correligionário João Lyrio.
Críticos explicam que a era “jabista” trouxe muitos transtornos à maquina administrativa e citam a avalanche de precatórios gerados por “culpa” da equipe do ex.
Além do mais, Jabes, segundo os analistas, teria deixado a cidade desorganizada, com muitas invasões, que não foram reprimidas no nascedouro para evitar desgaste eleitoral.
Por mais que Valderico e Newton tenham causado grandes decepções, não são poucos os que não aceitam o retorno de Jabes, uma vez que ele concentra poderes e não tem capacidade de revelar novas lideranças.
“A democracia é assim, um amadurecer constante. É preciso errar para aprimorar. Retroceder é um equívoco”, afirma um analista político que se diz amigo pessoal do ex-prefeito.
Um dos irmãos de Jabes, o advogado e ex-vereador Joabes Ribeiro, tem expressado opinião parecida. Várias pessoas já ouviram o “mano” dizer em alto e bom som que é contra a candidatura de JR à prefeitura em 2012.
“Se é do mesmo sangue e pensa assim, devemos refletir bastante para não errar’, enfatizou o analista.