WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
Segunda-Feira, 11 de Dezembro de 2017
cenoe faculdade madre thais

JOSÉ MATOS, O ALFAIATE ESTILOSO DO PONTAL

José Henrique Abobreira.

José Henrique Abobreira.

De José Henrique Abobreira.

Nasceu com um problema físico congênito, com os pés voltados para dentro. Deus o compensou dotando-o de extrema habilidade com as mãos no manejo das tesouras, linhas e agulhas, este viria a ser um grande alfaiate exercendo com grande estilo aquele ofício. A juventude dourada de Ilhéus dos anos 60 tinha nele o estilista perfeito. Todas as grandes festas dançantes do Clube Social de Ilhéus ou shows musicais da cidade os playboys acorriam em peso aos serviços de Zé Matos, lhe entregando os cortes de tecidos e destes brotavam as mais lindas peças de costura, calças bocas de sino, jeans, tudo processado pelas mãos mágicas de Zé Matos. Rolava um papo que para uma grande festa dessas ele não conseguiu entregar a encomenda a tempo e um seu cliente da burguesia ilheense, contrariado com o atraso ameaçou-o, fisicamente. Uma grande covardia se tratando do bom amigo Zé Matos que não ameaçava uma mosca.

A deficiência física lhe causou alguns apelidos que ele levava na boa maré, não existia o bullying dos nossos tempos modernos. Zé Pezinho, Pé de rola-rola eram algumas alcunhas que a turma vivia a provoca-lo, ele se chateava um pouco, mas zangado mesmo ficou quando um amigo seu vizinho, Índio do Cupipe apelido de Manoel Carlos figura bastante conhecida no bairro, desenhou numa folha de papel um homem com os pés pra dentro, fantasiado de cowboy e com a legenda escrita: Zé Pezinho O Pistoleiro Do Japu; explico, a mãe do nosso Zé possuía uma rocinha no Repartimento, distrito do Japu, aonde ele ia constantemente se refazer da faina da cidade. E jogou o malfadado desenho por baixo da porta do alfaiate.

Ao ver o desenho Zé espumou de ódio e fez logo reclamações à mãe do indigitado autor da molecagem, Dona Zelita e às irmãs Siva e Arlete. Levou tempo para Zé Matos e Índio virem a reatar a velha amizade.

Certa vez uma certa prima de nome Judite veio visitar a família de Zé Matos, uma cabocla bonita, logo a turma percebeu, nas atitudes dele, uma certa queda amorosa pela prima. Qualquer conversa na praça do Pontal, na roda de amigos Zé tinha que se referir a essa prima Judite. Judite para cá e para lá. Outra confusão se armou, novamente provocada pelo Índio do Cupipe. Quando Zé apontava na esquina da rua onde morava e que desembocava na praça, Índio gritava bem alto para ele ouvir: “Ai Judite!” Pronto, o tempo fechava, de novo, entre eles.

Vascaíno doente, a sua tenda de alfaiate às segundas-feiras enchia da moçada torcedora daquela agremiação, China, Dicó, Abobreira, Ademir e Sidrack. Este viria a ser, anos depois, árbitro de futebol famoso no país, chegando a apitar jogos da seleção canarinho. Iam fazer a resenha da partida do domingo. Isso quando o Vasco ganhava e, quando perdia, os torcedores adversários também iam aporrinhar Zé Matos. Paraíso de Julita era um deles, a perturbar o juízo do Zé.

Outra paixão futebolística dele era o time amador do Pontal Esporte Clube. Assistia a todas as partidas no estádio Mário Pessoa e, se o jogo fosse em outra cidade, podia contar que lá estaria ele no ônibus da delegação, rumo a Valença, Salvador, etc.

Já conhecíamos os seus hábitos de diversão: quando não estava bebericando uma cervejinha no antigo Arouca Bar, estava enfurnado no bilhar Vascão de seu Zé Caetano, em frente.

Apreciava também uma rodada de cartas do jogo chamado “buraco”, com seus amigos Cabinho do cartório, China, Roberto Tortinho.

Mas o interessante nele era que a dificuldade na locomoção não o inibia de se meter em encrencas que exigiam pernas “para correr atrás de bola ou fugir da polícia” como proclamou o poeta Chico na sua música memorável Deus Dará. Pois bem, contava Zé Bacalhau, o nosso Zé de Baca, o maior “barqueiro” das santas aventuras do Pontal de antigamente, paraíso onde não existia o pecado. Era a época de amigos, pela madrugada, adentrarem o quintal alheio, e fazerem bom uso do galinheiro, subtraindo algumas penosas e no dia seguinte convidarem esse mesmo amigo choroso pela perda de algumas cabeças das galináceas, provar de um delicioso molho pardo, fruto do roubo da noite anterior. Depois de comer a Ângela Maria, com pirão e molho lambão, era comunicado ao otário que ele acabara de provar um espécime de seu próprio plantel e não é que o Zé Matos ia na equipe madrugadora ajudar a subtrair as cantoras? Em que pernas se enfiava para sair em desabalada carreira após o furto famélico? Risos.

Outra narrada pelo saudoso Zé de Baca. Naquele tempo a viagem para Olivença era feita em caminhões com a carroceria lotada de gente e mercadorias, que percorriam uma estrada empoeirada e esburacada. Os motoristas, Dida, Zé Sampaio, meu tio Moacir, Pretinho e Vevé sabidamente aguardavam a maré baixar e tomavam o caminho pela praia, na ida e na volta.

Zé Bacalhau liderando mais uma “barca” escolheu a dedo os que iriam passear em Olivença. No tamarineiro em frente ao bar Copacabana de Quintino, cunhado de Dalmo Hafner. Requisitos: destreza, agilidade e boas pernas para correr. Iriam pagar somente a passagem da ida e a de volta seria dado um calote, pulariam todos na subida do empata viagem, local arenoso onde o caminhão reduzia bastante a velocidade e daria para todos saltarem da carroceria e se escafederem sem pagar a passagem. E não é que o nosso bom alfaiate, se escalou para essa aventura? Baca retrucou, resmungou, vetou a ida dele por razões óbvias, mas acabou acatando tamanha a insistência de Zé Matos. E pasmem os senhores, na volta, todos com os bolsos estourados, praticaram o combinado, o maior calote no caminhão do velho Dida.

Junto com a galera de Zé Bacalhau o nosso Zé Pezinho saltou do caminhão, lépido, no Empata Viagem, na cabeceira do aeroporto do Pontal.

Pelo retrovisor Dida, desolado pelo fiado de tantos passageiros, resmungou: “até o aleijadinho saltou rapaz”.

HOMENAGEM A QUITO, EX-PRESIDENTE DO PPS DE ILHÉUS

Quito e José Abobreira.

Quito e José Abobreira.

De José Henrique Abobreira. 

O telefone tocou. Atendi reclinado na minha poltrona de paciente renal, era o início da sessão de tratamento, ainda manhã cedo, sendo dialisado. Era o meu filho Fred me comunicando a tragédia do acidente com Quito. Ele faleceu. Lágrimas teimaram em escorrer na minha face. Sentimento pela perda de um grande amigo valoroso e bom companheiro de lutas políticas e sociais.

O conheci na década de 80, há mais de trinta anos. Carismático, na sua cabana de praia na orla dos Milionários reunia uma turma enorme, uma fauna variada do ponto de vista político-ideológico, comunistas, socialistas, democratas. Lá você podia encontrar no fim de tarde de qualquer dia da semana a “companheirada” que fazia política na cidade: Oldeck Marques, Napoleão Marques, professora Diva Brito, Nelson Simões, Marilene Lapa, Abobreira, Luiz Fernandes, Gustavão, Jabes. Muitos bebiam na fonte da análise política sempre lúcida de Quito, que era um camarada amigo, atencioso com os seus pares e figura generosa para ajudar a quem necessitava de alguma ajuda. Acolhia as pessoas aflitas com alegria.

Na campanha de 1982, dentro do PMDB, Quito ainda muito jovem, era o cabeça da pule das esquerdas, candidato a vereador que verberava o pensamento do MR8 e grupos revolucionários empenhados em derrotar a ditadura militar. Foi Quito quem colocou o sal ideológico na campanha da chapa da legenda 2 do PMDB a prefeito, formada por Sá Barreto e Napoleão. Num comício dessa chapa no Pontal fui apresentado a Flory Nonato por Sandoval Souza, meu colega fazendário e apoiador ferrenho da candidatura a vereança de Quito. Comemoramos a apresentação após o comício no barzinho de Didiel, nas vizinhanças da praça São João local onde ocorreu o comício democrático.

O nosso contato amiudou-se dentro do movimento popular. Juntos trabalhamos na organização de diversas ocupações de terrenos ociosos urbanos da zona sul da cidade de Ilhéus, além de ajudarmos a fundação de associações e confederações de moradores e movimentos sociais que viriam a ter um papel preponderante na elaboração nossa Carta Magna. Corria o ano de 1987 e a Assembleia Nacional Constituinte presidida pelo saudoso Ulysses Guimarães, fervilhava com a participação popular e corria a todo vapor. Quito era um estrategista nato.

Em 1986, numa campanha organizada em Ilhéus pelo companheiro e amigo Carlos Pereira Neto, coordenador regional do Partidão na região cacaueira, eu e o Quito apoiamos o mesmo candidato a deputado constituinte, o comunista Fernando Santana que viria a ser uma voz importante na Assembleia Constituinte em defesa das causas populares e nacionalistas

Em 1996 nas eleições municipais, eu e Quito estreitamos mais os nossos laços políticos quando o seu partido, o PCB, participou da aliança política que formou a coligação Ilhéus vai voltar a sorrir, ele como candidato a vereador, eu a vice-prefeito, na chapa de Jabes Ribeiro. Foram meses de uma convivência política profícua. Antes em 1988, já tínhamos sido candidato a vereador na coligação da Frente Popular em apoio a João Lyrio Prefeito.

Quis o destino que eu estivesse presente nos acertos para a fundação do PCB-Partido Comunista Brasileiro na pós redemocratização, entre 1987\88. Veio um companheiro o Sinval Galeão, militante histórico do Partidão na Bahia desde antes do golpe de 64 e delegou a Quito a organização da valorosa legenda aqui em Ilhéus que veio a ser dirigido por Flory Nonato e Marilene Lapa inicialmente. O interessante é que essa mesma dupla, Galeão e Quito viriam a dar-me uma acolhida valorosa quando, com dificuldades políticas, solicitei filiação na legenda já então o PPS, ex-PCB. Inicialmente, recorri em Brasília ao então senador Roberto Freire presidente nacional do partido tendo ele me orientado a procurar Colbert Martins dirigente local e mais essas lideranças citadas acima. No ato de minha filiação ao PPS, numa noite com o plenário da Câmara de Vereadores lotado de populares, Quito proporcionou-me enorme alegria pela bela acolhida. Falei do compromisso que assumiria com o partido citando o exemplo, o sacrifício e a dedicação que o comandante Prestes, O Cavaleiro da Esperança, tinha ofertado ao PCB e ao povo brasileiro: a minha tarefa seria respeitar esse legado histórico. Fui candidato a vereador pelo PPS nas eleições de 2000.

A última vez que o vi foi no cafezinho da praça do teatro, há alguns meses atrás. Estava acompanhado do professor Ednei Mendonça.

Flory Nonato, o popular Quito, deixa um legado de lutas às novas gerações. Foi um guerreiro, soldado da causa socialista em Ilhéus, na Bahia e no Brasil.

A LIÇÃO DE ABOBREIRA PARA OS TEMPOS DE LAVA-JATO

Mensagem de Maria Honorina na carteira de trabalho de José Henrique Abobreira.

Mensagem de Maria Honorina na carteira de trabalho de José Henrique Abobreira.

José Henrique Abobreira foi vice-prefeito, vereador de Ilhéus e trabalhou por quase quatro décadas como fiscal da Secretaria da Fazenda da Bahia. O episódio narrado abaixo, no entanto, não é sobre a sua trajetória ilibada na vida pública. Muito antes disso, na juventude, já dava provas da integridade moral que até hoje o distingue, especialmente nos tempos de Lava-Jato.

Em 1972, após a morte do pai, Eronildes Abobreira, José Henrique virou arrimo de família. Estava prestes a completar vinte anos quando deixou Ilhéus para trabalhar em Itabuna, na Servidora Limpeza, Conservação e Serviços Auxiliares Ltda. Para economizar, dormia no almoxarifado da empresa. 

Naquele ano, a empresa venceu licitação para prestar serviço à Ceplac. Abobreira assumiu a chefia do escritório em Itabuna, mas, “ao mesmo tempo, era um faz-tudo”, explicou ao Blog do Gusmão no último dia 9, durante conversa na sua casa no Pontal. “Quando a firma estava instalada, ganhamos outra concorrência para cuidar do Bradesco”.

Corria o ano de 1974. Nessa época Abobreira já era conhecido entre a equipe da agência do Bradesco na Avenida Cinquentenário, Centro de Itabuna. Parte do seu trabalho consistia em fiscalizar a limpeza do banco. Dois funcionários trabalhavam sob a sua supervisão.

Numa noite de abril, voltou ao banco para cumprir a rotina. “Entrei e comecei observando a limpeza das mesas e cadeiras. Quando cheguei no fundo da agência, tomei um susto retado! O caixa-forte do banco estava aberto. Era imenso e estava escancarado. O choque foi tão grande que nem olhei realmente o que tinha lá dentro. Sabia que tinha muito dinheiro”, lembra.

(mais…)

OS PRIMEIROS PASSOS DA CARAVANA CIDADÃ

Cacique Ramon, Beth Loureiro, José Henrique Abobreira, Shi Mário e Carlos Pereira. Imagem: Nádia Akauã Tupinambá.

Cacique Ramon, Beth Loureiro, José Henrique Abobreira, Shi Mário, Carlos Pereira e Tyrone Thomaz. Imagem: Nádia Akauã Tupinambá.

O Restaurante Gabriela sediou ontem (16) a primeira reunião do campo progressista de Ilhéus. O encontro serviu para a organização dos primeiros passos da Caravana Cidadã, cujo lançamento está marcado para as 18 horas da próxima sexta-feira (19), com um ato público no Terminal Urbano inspirado pela pergunta: “Se a cidade fosse nossa?”.

A reunião dessa terça-feira contou com a presença de Beth Loureiro (PSB), Cacique Ramon (Rede Sustentabilidade), Shi Mário (Raiz Cidadanista/PSOL) e Tyrone Thomaz (PSD), todos candidatos a vereador de Ilhéus. O professor e advogado Carlos Pereira, o ex-vice-prefeito José Henrique Abobreira (Raiz Cidadanista) e a militante indígena Nádia Akauã Tupinambá também colaboraram com o debate.

O segundo ato da Caravana Cidadã também já está na agenda do campo progressista. Será às 7 horas do dia 27 de agosto, na Central de Abastecimento do Malhado.

O objetivo da caravana é fomentar o debate popular sobre os principais problemas da cidade, colhendo informações e ideias no contato direto com as pessoas nas ruas, praças e outros espaços públicos.

UM CONVITE PARA OS CANDIDATOS DO CAMPO PROGRESSISTA

Abobreira.

José Henrique Abobreira.

Há duas semanas José Henrique Abobreira, ex-vice-prefeito de Ilhéus, nos recebeu em sua casa no Pontal. Estava incomodado com a falta de uma discussão propositiva sobre a cidade. Segundo ele, até agora os atores da corrida eleitoral ilheense se dedicam a um debate personalista, em que as reputações construídas e desconstruídas valem mais do que as ideias para o desenvolvimento equilibrado do município.

Movido por essa inquietação, Abobreira nos procurou para divulgar um convite em nome do círculo ilheense da Raiz Cidadanista, que ele representa.

Seu objetivo é ajudar a cidade a construir um debate eleitoral mais proveitoso. Acredita que isso  pode ser concretizado por meio de rodas de conversa com os candidatos a vereador do campo progressista. Ou seja, identificados com as políticas de desenvolvimento rural sustentável, de demarcação da terra do povo tupinambá, da participação da juventude e das mulheres, de mobilidade urbana e de defesa dos direitos humanos.

Para José Henrique Abobreira, esse tipo de delimitação ideológica e programática tem que ser reafirmada, mesmo quando “a ideologia partidária e a utopia política parecem coisas fora de moda”.

As pessoas interessadas estão convidadas a participar da iniciativa. O primeiro encontro será às 16 horas dessa terça-feira (16), no deck do Restaurante Gabriela, em frente à Catedral de São Sebastião, em Ilhéus.

RAIZ CIDADANISTA LANÇA CÍRCULO EM ILHÉUS NESSA SEXTA

Imagem: Facebook/Reprodução.

Imagem: Facebook/Reprodução.

O lançamento do círculo ilheense do movimento-partido Raiz Cidadanista vai ser realizado às 17 horas dessa sexta-feira (22), em frente ao Teatro Municipal de Ilhéus, no centro. 

A poeta e atriz Janete Lainha vai se apresentar na abertura do ato. Seus cordéis abordam temas que integram a pauta do movimento, como a preocupação com a sustentabilidade socioambiental, a mobilidade urbana e os direitos dos povos indígenas. 

Auditor da receita estadual e ex-vice-prefeito de Ilhéus, José Henrique Abobreira é um dos principais entusiastas do movimento. Segundo ele, “o ato vai ser um marco do nascimento da nova política na nossa cidade, que precisa ser repensada e reconstruída pela raiz”.

ABOBREIRA, O “TENTÁCULO” DA RAIZ EM ILHÉUS

Dero Faria, José Henrique Abobreira e Alisson Mendonça. Imagem: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

Dero Faria, José Henrique Abobreira e Alisson Mendonça. Imagem: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

O carisma e a trajetória política ilibada de José Henrique Abobreira, ex-vice-prefeito e ex-vereador, fazem dele o principal “tentáculo” do Movimento Raiz em Ilhéus. 

Nesse domingo (10), Abobreira foi um dos convidados especiais do aniversário de Jerberson Josué. A mesa onde sentou era um verdadeiro “imã”, que logo foi cercada por seus amigos da política local. Entre um “causo” e outro, fazia questão de informar aos convivas que a reunião da Raiz em Ilhéus será no próximo dia 22 (sexta-feira), “na praça em frente ao Teatro Municipal”.

O publicitário Rildo Mota, membro do PT, chegou à mesa justamente quando Abobreira estava sentado entre dois vereadores petistas, Dero Faria e Alisson Mendonça. Como Alisson está de malas prontas para desembarcar no PSB, Rildo brincou com a possibilidade de Abobreira cooptar Dero para a Raiz.

A brincadeira gerou um riso geral, mas o poder de atração política de Abobreira já é um trunfo importante para o movimento embrionário da Raiz na cidade.

FAMÍLIA DE FERNANDO SANT’ANNA AGRADECE ARTIGO

Fernando Sant'Anna.

Fernando Sant’Anna.

O ex-deputado Elísio Sant’Anna telefonou ontem (11) para agradecer, em nome da sua família, a homenagem de José Henrique Abobreira, colunista deste blog, à memória do seu tio, o também ex-deputado Fernando Sant’Anna.

Fernando foi uma liderança histórica do Partido Comunista Brasileiro e completaria cem anos no último dia 10.

Elísio informou que a cidade de Irará, terral natal do seu tio, ganhará um memorial em homenagem ao comunista. O espaço também vai ser um centro de discussão política.

Clique aqui para ler o artigo.

EMPRESÁRIO GANHA BICICLETA NO SORTEIO DA FEIRA CRIATIVA DO PONTAL

Jorge recebe bike dos membros do Movimento Pontal Criativo.

Jorge recebe bike dos membros do Movimento Pontal Criativo.

Jorge Menezes, proprietário do Sushi Oriental Delivery, ganhou a bicicleta sorteada sexta (29) na Feira Criativa do Pontal. O sorteio foi um artifício para atrair doações de livros e gibis para a Biblioteca Pontal Criativo. Deu certo. Mais de mil exemplares foram arrecadados.

A biblioteca iniciou suas atividades na semana passada, durante as comemorações pelo centenário da Paróquia de São João Batista, na praça do bairro Pontal, em Ilhéus. A troca e o empréstimo de livros e gibis vão funcionar por meio de cadastro no círculo de leitura da feira.

Os amigos e ativistas sociais José Henrique Abobreira e José Rezende Mendonça tiveram a ideia de criar a feira de livros depois da visita a Ilhéus do ex-secretário de cultura cidadã e de desenvolvimento social de Medellín, Jorge Melguizo.

“Melguizo falou sobre sua experiência como gestor da cidade colombiana e destacou a importância de reconhecer que os espaços e, portanto, os municípios só podem ser transformados por seus habitantes. Logo, para mudar qualquer lugar, a transformação tem que começar pelas pessoas. Pouca coisa é tão capaz de transformar uma pessoa como a leitura”, reflete Abobreira ao explicar o objetivo da iniciativa.

ILHÉUS GANHA FEIRA DE DOAÇÃO E TROCA DE LIVROS

livrosA dupla José Henrique Abobreira e José Rezende Mendonça, do projeto Pontal Criativo, lançou uma campanha para arrecadar livros e gibis para a feira de doação e troca de obras literárias.

O projeto vai funcionar junto com a Feira Criativa do Pontal, na Praça São João Batista, em Ilhéus. 

A coleta vai ser realizada na Rua Prado Valadares (centro) até a próxima sexta-feira (7), entre as 9 e  17h30min. A partir de sábado, os doadores poderão entregar os livros ou gibis na Praça São João Batista, das 17 às 22 horas.

UMA POSSIBILIDADE: ABOBREIRA CANDIDATO A PREFEITO

Abobreira.

Abobreira.

Membro do PSB, o auditor fiscal José Henrique Abobreira tem sido estimulado por amigos e correligionários a colocar seu nome na lista dos pretensos candidatos a prefeito de Ilhéus.

Colegas do sindicato fazendário avalizam o nome de Abobreira pela sua trajetória de luta por uma sociedade mais justa. Lembram que em 2010 ele foi homenageado com uma placa, em nome do Governo do Estado da Bahia, pelos serviços prestados à sociedade baiana.

Abobreira é um nome conhecido dos ilheenses. Quando foi vice-prefeito, acumulou o comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. À frente da pasta, foi um dos agentes políticos mais importantes para o fortalecimento dos movimentos associativistas da zona rural de Ilhéus. Atuou pela formalização das cooperativas de pequenos agricultores e de assentamentos da reforma agrária.

José Henrique Abobreira também foi um dos primeiros políticos da história recente a se sensibilizar pela luta dos Tupinambá de Olivença. Em contato com comunidades católicas e indígenas, colaborou com a afirmação do movimento de resistência identitária do povo nativo e com a pesquisa da antropóloga Susana Viegas, autora de “Terra Calada – Os Tupinambá na Mata Atlântica do Sul da Bahia”.

Sem mesquinharia eleitoreira, se orgulha de apoiar os indígenas. Sabe que em pleno século XXI, apesar do direito à autodeterminação, “a ignorância ou a má-fé de muitos levam grande parte da população a odiar o Povo Tupinambá de Olivença. Numa terra onde nativos são tratados como invasores, lutar ao lado deles não é a maneira mais fácil de ‘ganhar votos’. Ainda bem que a política vai muito além da eleição.”

Muitos nomes cotados para a candidatura a prefeito serão “ventilados” até 2016. Poucos terão o apelo genuíno de José Henrique Abobreira.

REFORMA POLÍTICA: MOVIMENTO REÚNE OPOSIÇÃO E GOVERNO EM ILHÉUS

Segundo José Henrique Abobreira, diferenças locais ficam em segundo plano, em benefício desse propósito comum: a reforma política.

Segundo José Henrique Abobreira, diferenças ficam em segundo plano, em benefício da reforma política.

Articulista do Blog do Gusmão, José Henrique Abobreira participou ontem (6) da reunião que lançou o “Movimento de Cidadania Ilheense pela Reforma Política Já!”. O encontro ocorreu na sede da Associação Comercial de Ilhéus e reuniu personagens de lados opostos do cenário político local.

De um lado, a Professora Carmelita, presidente do PT de Ilhéus, e seu marido, Ednei Mendonça, representante da Secretaria Estadual de Relações Institucionais (SERIN). Do outro, o vereador Alzimário Belmonte (Gurita – PP), ex-líder do governo Jabes Ribeiro na Câmara, e Rodrigo Cardoso, presidente do PC do B em Ilhéus, partido que integra a base de JR. Também participaram:  o médico Ruy Carvalho, ex-candidato do PT a prefeito, o Bispo da Diocese de Ilhéus, Dom Mauro Montagnoli, e Socorro Mendonça, do Instituto Nossa Ilhéus. 

“O movimento pela reforma política é suprapartidário. As diferenças locais ficam em segundo plano, em benefício desse propósito comum”, afirmou Abobreira ao comentar o diálogo entre opositores da política local. 

(mais…)

Página 1 de 71...Última »