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Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017
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OLODUM SE TORNA PATRIMÔNIO CULTURAL DA BAHIA

Olodum completou 38 anos em abril.

Na noite dessa terça-feira (5), Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou o projeto de lei que torna o bloco Olodum patrimônio imaterial cultural do estado.
 
Em abril, o Olodum completou 38 anos de fundação. Nesse período, deixou de ser apenas um bloco afro para se tornar uma organização não governamental (ONG), que envolve além do bloco e da banda, desenvolve projetos sociais, o combate à discriminação racial e luta pela garantia dos direitos humanos.
 
O projeto da deputada estadual Luiza Maia segue para sanção do governador Rui Costa, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

PODE, LUIZA?

Por Malu Fontes

Em Salvador, o teminha midiático dos últimos dias tem sido a subida nas tamancas por parte das bandas de pagode e seus seguidores – e seguidoras – diante do projeto de lei da deputada estadual Luiza Maia (PT). A deputada apresentou à Assembléia Legislativa um projeto de lei propondo que bandas e grupos musicais, desses que brotam todos os dias fazendo o gênero novíssima poesia baiana e cujos versos mais líricos dizem que mulher é igual a lata, algo que o homem chuta e outro cata e incorporam coisas prosaicas como ralar a checa e chamam ‘mãinha’ para quebrar, fiquem impedidos de ser contratados pelo governo do Estado, ou seja, que não tenham cachês pagos com dinheiro público do Estado para repetir tais hinos celebratórios à mulher.

Aparentemente não seria preciso explicar que a deputada não quer proibir grupo de pagode nenhum de dizer coisa nenhuma. A proposta é outra, para quem lê o projeto. Ou seja, qualquer ídolo das meninas que quebram, ralam a checa, dançam na boca da garrafa, adoram ser chamadas de cachorrinhas e acham o máximo dar a patinha, pode cantar o que quiser e nem a deputada nem ninguém quer proibir nada. O que Luiza Maia defende é que o poder público, o Governo do Estado da Bahia, fique proibido de contratar artistas para gritar no palco versos misóginos, embora os meninos que a cantem provavelmente nunca tenham sabido ou nunca venham a saber que incorreram em misoginia.

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