EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Matérias com a tag ‘nepotismo cruzado’

PREFEITURA “FOGE” DO NEPOTISMO CRUZADO

A promotora de Justiça Karina Gomes Cherubini julgou improcedente (Procedimento Administrativo número 67/ 10-IMP, Simp 001.0.170785/ 2010, de 7 de abril de 2011) a suposta prática de nepotismo cruzado, na administração municipal de Ilhéus, publicada por este veículo de comunicação.

De acordo com a nota aqui divulgada, haviam parentescos entre o ouvidor da guarda municipal e o então presidente da Câmara Municipal, Jailson Nascimento (PMN); a coordenadora do Centro de Aprendizagem e Integração de Cursos (CAIC) e o atual presidente da Casa Legislativa, Edivaldo Nascimento de Souza (PSDC), o Dinho Gás; e o cargo comissionado da secretaria de Saúde e o vereador Gilberto de Souza (PSDC), o Bel do Vilela.

O Ministério Público solicitou informações às secretarias municipais de Trânsito, Saúde, Educação e Administração, tendo as respostas juntadas aos autos (folhas 11, 12, 17, 19-22). O executivo ilheense, através das respectivas secretarias, negou a ocupação do cargo de ouvidor-geral da guarda municipal.

As secretarias de Saúde e Educação trataram de encaminhar o decreto de exoneração das servidoras Geronça Leonilda de Souza (esposa de Bel do Viela) e Walmary Pereira Souza (esposa de Dinho Gás), respectivamente, dias 17 de novembro e 01 de outubro de 2010. Vale ressaltar que os ofícios expedidos pelo MP foram entregues às secretarias no início de outubro. Pouco depois, aconteceram as exonerações.

“VOCÊ QUANDO GANHA A ELEIÇÃO, NÃO BOTA UM INIMIGO SEU, VOCÊ BOTA UM AMIGO, UM CABO ELEITORAL”

“É assim que a política funciona”. Palavras do presidente da câmara de vereadores de Ilhéus, Jailson “Sarney” Nascimento, fiel seguidor do apadrinhamento, agente do clientelismo e adepto contumaz do nepotismo cruzado, que indica parentes, amigos e cabos eleitorais, na maioria incompetentes, para o exercício de funções públicas.

Ele não é o único. “Sarney” é parte de um sintoma que corrói o sistema político brasileiro, causando descrença em muitos cidadãos. No dicionário “Sarneyniano” de significados, a palavra pública engloba questões particulares; o bem comum pode ser de todos (portanto que ele receba pelo contrato dos ônibus); legislar abrange causas empresariais do indivíduo legislador; fazer saúde pública é privilegiar as clínicas ligadas ao amigo e mentor (que operam sem licitações); fazer política é empregar sem concurso.

“Sempre foi assim, e dessa forma continuará”. Esta é a mensagem repetitiva do discurso cínico, que apodrece a democracia com péssimos exemplos, capazes de externar desvios de conduta munidos de sinceridade assustadora, o suficiente para tornar “o esperançoso” em um “pessimista convicto”.

Veja o vídeo e tire suas próprias conclusões.

Clique aqui para mais detalhes.

IRMÃO DE “SARNEY” NA OUVIDORIA DA GUARDA

Ele adora o nepotismo cruzado.

O advogado Antônio Rodrigues, irmão do vereador Jailson “Sarney” Nascimento, não faz muito tempo, foi nomeado ouvidor da guarda municipal de Ilhéus, com um salário de R$ 2.500,00.

O irmão de Sarney já trabalhou na secretaria de ação social, através do famoso “QII” (quem indica é o irmão), onde se especializou em “assessoria relâmpago”, cujo lema era o seguinte ditado “de vez em quando em vou”.

Com a possibilidade do rompimento entre o prefeito Newton Lima e “Sarney”, o advogado corre o risco de perder a “boquinha”.

MPE ABRE FOGO CONTRA O NEPOTISMO CRUZADO. DINHO GÁS E BEL DO VILELA ESTÃO COM MEDO

A diligente promotora Karina Cherubini, do ministério público estadual, deveria servir de exemplo a muitos de seus colegas “sonolentos” que nada fazem, acomodados com a “sombra fabulosa” do serviço público.

Agora, ela decidiu combater o nepotismo cruzado, a presença de parentes de vereadores no executivo municipal.

No dia 05 de agosto, a promotora notificou a secretaria de educação. No documento, ela pede que sejam identificados familiares dos nobres edis, confortavelmente acomodados na “viúva” palaciana.

A medida do MPE acertou em cheio o prefeito Newton Lima, que também não está satisfeito com o desempenho dos seus aliados no legislativo, incapazes de entrar numa “bola dividida”.

Os vereadores estão tensos. Dinho Gás e Bel do Vilela, por exemplo, ambos do PSDC, andam assustados. Os dois foram presenteados, pois suas esposas exercem cargos de confiança, nível CC3. Walmary Pereira Souza, cônjuge de Dinho, é coordenadora de administração do CAIC, no bairro Hernani Sá. Já a senhora Geronça Leonilda de Souza, cônjuge de Bel, é assistente de apoio ao usuário do SUS, na secretaria de saúde. Cada uma ganha R$ 1.700,00.

Nos próximos dias, muitas cabeças, de pessoas queridas do parlamentares, poderão rolar.

FILHO DE DEPUTADA GOVERNISTA É “FANTASMA” DO GABINETE DE JUTAHY, DO PSDB

Marcus Vinicius: a mãe está com Wagner, e ele ganha oito mil reais com Jutahy (PSDB).

As relações da deputada estadual Ângela Sousa (PSC), com a oposição ao governador Jaques Wagner, não estão vinculadas apenas ao seu filho Mário Alexandre, vice-prefeito de Ilhéus pelo PSDB e membro da executiva estadual do “tucanato”.

O advogado Marcus Vinicius Correa de Sousa, outro filho de Ângela, desde abril de 2009, também tem asas e bico de tucano. O rapaz é secretário parlamentar do deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB), aliado do ex-governador Paulo Souto (DEM) e ferrenho opositor do PT. “Jutahyzinho” (assim chamava ACM) é tido como uma pessoa “da cozinha” do presidenciável José Serra.

Um ex-assessor da deputada disse a este blogueiro, que Marcão, como é conhecido, ganha cerca de 8 mil reais, mas, não cumpre qualquer tipo de trabalho para Jutahy. Na verdade, ele é o filho de maior poder no grupo político da mãe, pois “é quem determina tudo”, frisou o ex-funcionário de Ângela.

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Oprimidos pela Bamin
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