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:: ‘Operação Citrus’

NOTA DE JABES IGNORA ACUSAÇÕES DA OPERAÇÃO CITRUS

Prefeito Jabes Ribeiro.

Ex-prefeito Jabes Ribeiro.

No dia 22 de março o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) participou do programa do radialista Gil Gomes, na Rádio Santa Cruz. Na ocasião, criticou as prisões da Operação Citrus e o Ministério Público do Estado da Bahia. Também se referiu a alguns dos presos como “companheiros”. Lembre aqui.

No domingo do dia das mães (14) o Fantástico, da TV Globo, exibiu matéria sobre a Operação Citrus. A reportagem associou as péssimas condições da escola de Piaçaveira com as acusações do Ministério Público sobre os supostos superfaturamento e desvios de dinheiro da Prefeitura de Ilhéus.

Ontem o ex-prefeito divulgou uma nota sobre a escola mostrada no Fantástico. No texto, disse que não conhecia a realidade dos estudantes de Piaçaveira e pediu desculpas à população de Ilhéus. No entanto, ignorou completamente as acusações do Ministério Público. 

Jabes parece ter mudado de postura em relação às investigações do Ministério Público. Se no dia seguinte ao das prisões teceu críticas duras à operação, agora decidiu se manter em silêncio sobre as acusações. 

PREFEITURA DE ILHÉUS REGULARIZA DISTRIBUIÇÃO DE MERENDA ESCOLAR

Fonte: Divulgação.Foto: Clodoaldo Ribeiro

Fonte: Clodoaldo Ribeiro/SECOM-Ilhéus.

A Prefeitura de Ilhéus regularizou a distribuição da merenda escolar nas unidades da rede municipal de ensino, localizadas na zona urbana da cidade. De acordo com informações da secretária de Educação, Eliane Oliveira, neste fim de semana, a distribuição dos gêneros alimentícios será concluída nas escolas da zona rural e, a partir da próxima segunda-feira, toda a rede escolar retomará a normalidade no serviço de alimentação escolar.

Com a regularização da distribuição da merenda, 20.500 estudantes matriculados nas 117 escolas serão beneficiados.

No final do último mês de março, o prefeito Mário Alexandre (PSD) determinou a suspensão dos contratos com a empresa envolvida na Operação Citrus, conduzida pelo Ministério Público do Estado (MPE), e autorizou a realização de novo processo licitatório. Ele destaca ainda que todas as providências estão sendo adotadas para a retomada da regularidade dos serviços públicos atingidos pela operação.

A secretária Eliane Oliveira salienta que uma equipe da Seduc acompanha a entrega dos alimentos para conferir as marcas dos produtos aprovadas na licitação, que contou com a participação de cinco empresas.

O cardápio diário da merenda atende às recomendações do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, que levam em consideração o teor de calorias e o percentual médio de nutrientes. A verba disponível para a aquisição da alimentação escolar é oriunda do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

ÁUDIO ANÔNIMO ATACA PROMOTOR DA CITRUS E REPORTAGEM DO FANTÁSTICO

laranjaUma voz feminina lê um texto escrito por quem conhece técnicas de redação para o rádio. Trata-se de uma produção quase profissional. As primeiras frases são ambíguas. “A Operação Citrus a cada dia leva aos ilheenses um sentimento de indignação e revolta. Perguntas sem respostas e respostas sem perguntas”, diz a locutora. Enquanto o primeiro período criou a expectativa de que o áudio divulgaria mensagem de apoio às investigações do Ministério Público do Estado da Bahia, o segundo revelou que a intenção é justamente a oposta.

A íntegra do conteúdo sugere que ele foi criado para confundir a opinião pública sobre o trabalho dos investigadores.

A gravação circula no WhatsApp e chegou hoje a este blog. No fim do áudio, a locutora dá a entender que o material foi produzido pela “Rádio Zap – Circo Brasileiro”. Procuramos a expressão na internet e não encontramos nenhuma referência. Isso indica que o áudio é mesmo anônimo.

O áudio faz ataques contra o promotor de Justiça Frank Monteiro Ferrari, que iniciou as investigações da Operação Citrus. A locutora afirma que a matéria do Fantástico foi cobiçada pelo membro do Ministério Público do Estado da Bahia. Também ataca a reportagem do Fantástico.

Aparentemente, a mensagem ignorou de propósito informações divulgadas em vários meios de comunicação. A locutora afirma que a matéria do Fantástico destacou problemas da Secretaria de Educação, enquanto a Citrus se concentra na Secretaria de Desenvolvimento Social. De fato, as investigações começaram nesse setor. Porém, como divulgado em reportagem do Blog do Gusmão, o promotor Frank Ferrari sustenta que o suposto esquema criminoso atingiu, pelo menos, seis secretarias municipais – lembre aqui.

O áudio também afirma em tom crítico que as investigações avançam principalmente sobre membros do governo anterior, enquanto os supostos desvios de dinheiro público teriam começado em 2009.

O anonimato da mensagem e a qualidade da gravação deixam no mínimo dois questionamentos. Quem teria interesse em atacar a credibilidade das investigações? Profissionais de comunicação foram contratados para produzir o áudio?

Ouça abaixo e tire as suas conclusões.

CITRUS: PREFEITURA EMITE NOTA SOBRE A MATÉRIA DO FANTÁSTICO

A Prefeitura de Ilhéus divulgou na tarde desta terça-feira (17) nota pública sobre a reportagem do Fantástico a respeito da Operação Citrus. Leia a íntegra.

Nota Pública

O programa Fantástico, da Rede Globo, deste domingo, exibiu reportagem investigativa a respeito de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Ilhéus. A denúncia resultou no desencadeamento da Operação Citrus, em março deste ano, com a prisão de um empresário local e de dois ex-secretários municipais, ambos ligados à gestão passada. As investigações em curso referem-se ao período de 2013 a 2016.

O atual prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre Sousa, que assumiu o cargo em janeiro de 2017, defende a rigorosa investigação dos fatos e a exemplar punição dos culpados. Logo que foi desencadeada a operação, o governo municipal cancelou os contratos com os fornecedores envolvidos, formalizados no governo anterior e prorrogados pela atual gestão durante a transição de governo, a fim de evitar que serviços essenciais, como a merenda escolar, entre outros, sofressem interrupção.

Tal medida gerou alguns transtornos no desempenho da nova administração, que, mesmo assim, decidiu cumprir a recomendação do Ministério Público Estadual, na pessoa do Procurador, doutor Frank Monteiro Ferrari, pela rescisão dos referidos contratos.

O Município de Ilhéus já tinha em curso uma licitação para contratação de novo fornecedor da merenda escolar na rede de ensino. O certame já foi concluído e um novo fornecedor contratado, com preços bem inferiores aos antes praticados, normalizando esse programa educacional.

Por outro lado, as imagens exibidas das péssimas condições de uma escola na região rural do município, mostrada pela reportagem da TV Globo, são fatos que chocam a opinião pública, que passou a conhecer a extensão do descaso que, durante décadas, tomou conta da educação pública em Ilhéus.

Esta triste realidade que encontramos nos envergonha e exige providências das quais não nos furtaremos em resolver.

Para pôr fim a esta triste realidade, o governo atual decidiu, com recursos próprios, garantir novas e dignas instalações para a referida sala de aula nucleada do Distrito do Japu. Garantimos que descasos semelhantes que perduraram por décadas na educação em Ilhéus serão objeto da nossadedicação diuturna, num combate incessante a essas mazelas que atingem o futuro de Ilhéus.

Há apenas cinco meses à frente do comando da Prefeitura de Ilhéus, o prefeito Mário Alexandre já solicitou providências à sua equipe de trabalho para que aquelas crianças venham a ter condições dignas de aprendizado e que seu direito constitucional a uma escola de qualidade seja respeitado.  Ao mesmo tempo determinou a imediata desativação da sala, com providências que evitem o prejuízo dos estudantes nesse ano escolar, mas estancando o desrespeito com os nossos cidadãos e cidadãs, especialmente quando se trata da educação de nossas crianças.

Ilhéus, 16 de maio de 2017.

Prefeitura Municipal de Ilhéus

OPERAÇÃO CITRUS: PROMOTOR NÃO DESCARTA NOVAS PRISÕES

O promotor Frank Ferrari e o delegado Evy Paternostro, coordenador regional da Polícia Civil. Imagem da entrevista coletiva da Operação Citrus em março.

O promotor Frank Ferrari e o delegado Evy Paternostro, coordenador regional da Polícia Civil. Imagem da entrevista coletiva da Citrus em março/Blog do Gusmão

Em entrevista veiculada ontem no programa Tropa de Elite (Rádio Baiana AM), o promotor de Justiça Frank Monteiro Ferrari, titular da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, afirmou que o Ministério Público do Estado da Bahia (MPE) não descarta a possibilidade de pedir à Justiça novos mandados de prisão no âmbito da Operação Citrus.

Questionado sobre essa possibilidade, o promotor respondeu que “havendo provas robustas de outros agentes públicos ou privados, sem dúvida isso pode acontecer. Mas as investigações seguirão com a observância da legalidade, da técnica, com toda cautela, para que não se cometa injustiças. Se encontrarmos elementos que justifiquem a necessidade de novas prisões, sem dúvida isso voltará a se repetir”.

Três dos seis alvos dos mandados de prisão temporária cumpridos no dia 21 de março de 2017 continuam presos de forma preventiva, o vereador Jamil Ocké (PP), o ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão e o empresário Enoch Andrade. É importante lembrar que eles e nenhum dos outros cinco denunciados pelo MPE sofreram condenação. Portanto, todos poderão ser inocentados ao final do processo, caso a Justiça entenda que os supostos crimes e autoria não foram provados.

Logo no começo da entrevista conduzida pelos radialistas Marinho Santos e Robertinho Scarpita, o promotor Frank Ferrari disse que as investigações da Operação Citrus continuam “para se buscar a mais ampla e completa elucidação dos fatos”. 

O Tropa de Elite vai ao ar sempre a partir das 16 horas. Marinho e Scarpita prometeram reproduzir a entrevista com o promotor na edição desta sexta-feira.

CITRUS: “TROPA DE ELITE” VAI ENTREVISTAR O PROMOTOR FRANK FERRARI

O promotor Frank Ferrari (ao centro) é um dos responsáveis pelas investigações da Citrus. Imagem: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

O promotor Frank Ferrari (ao centro) é um dos responsáveis pelas investigações da Citrus. Imagem: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

A dupla Marinho Santos e Robertinho Scarpita vai entrevistar hoje (11) o promotor de Justiça Frank Ferrari, titular da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus e um dos responsáveis pelas investigações da Operação Citrus. A entrevista vai ao ar a partir das 16 horas no programa Tropa de Elite, que é apresentado pelos dois radialistas na Rádio Baiana AM.

Na mensagem que divulga a entrevista especial, a produção do programa informa que a Operação Citrus está na pauta do dia.

ESPOSA DE KÁCIO BRANDÃO É BENEFICIÁRIA DO “MINHA CASA”, AFIRMA PREFEITURA

minha-casa-minhavidaEm nota pública divulgada nessa segunda-feira (8), a Prefeitura de Ilhéus informou que a esposa do ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão foi contemplada com residência do programa Minha Casa, Minha Vida, durante a gestão do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP).

“Na lista agora questionada, apareceram cidadãos e cidadãs que já possuem residência, outros que são proprietários de comércio, servidores públicos e parentes de cargos de confiança da gestão anterior. Entre os beneficiados estava a esposa de Kácio Brandão”, diz o texto da prefeitura.

Desde 21 de março de 2017, Kácio Brandão está preso no Presídio Advogado Ariston Cardoso, em Ilhéus, assim como o vereador Jamil Ocké (PP) e o empresário Enoch Andrade. Os três e outras cinco pessoas são réus do processo penal movido pelo Ministério Público do Estado da Bahia como desdobramento da Operação Citrus, que investiga suposto esquema de fraude a licitações entre os anos de 2009 e 2016. É importante lembrar que nenhum dos acusados é alvo de condenação e todos poderão ser inocentados ao final do processo, caso a Justiça entenda que os crimes alegados não existiram.

Na manhã desta terça-feira (9), o Blog do Gusmão telefonou para Uelder Santos, atual coordenador de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Social. Ele conduz auditoria interna sobre o “Minha Casa” – lembre aqui.

No telefonema, Uelder explicou que estava a caminho de Salvador quando pedimos para conversar sobre a nota pública divulgada ontem. Poderá falar sobre o assunto amanhã. Nossa intenção era identificar o nome da esposa do ex-secretário, que não aparece no documento da prefeitura.

Não conseguimos manter contato com o advogado de Kácio Brandão. O espaço está aberto caso a defesa do ex-secretário queira se manifestar sobre as informações da Prefeitura de Ilhéus.

Por meio da nota, o governo também afirma que, durante a gestão passada, o programa “Minha Casa” teria sido usado com fins eleitorais. Leia a íntegra.

Nota Pública

Denúncias chegadas, nos últimos meses, à direção da Caixa e à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SDS) apontam para inúmeras irregularidades envolvendo os ex titulares da SDS na lista de beneficiados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, anunciada ano passado, durante a gestão municipal que se encerrou em dezembro de 2016. Pessoas que estavam fora do perfil estabelecido para integrar o programa – destinado às famílias de baixa renda – foram beneficiadas por um esquema fraudulento colocado em prática às vésperas da eleição municipal.

Na lista, agora questionada, apareceram cidadãos e cidadãs que já possuem residência, outros que são proprietários de comércio, servidores públicos e parentes de cargos de confiança da gestão anterior. Entre os beneficiados estava a esposa de Kácio Brandão, que sucedeu o ex-secretário  Jamil Ocké, no comando da secretaria, ambos, agora, investigados. Outros inúmeros servidores comissionados com salários acima do permitido para se ter direito ao benefício, foram contemplados com um imóvel.

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CITRUS: CÂMARA CANCELA CONTRATOS DE EMPRESAS INVESTIGADAS

laranjaA Câmara de Vereadores de Ilhéus oficializou hoje (20) o cancelamento dos contratos das empresas Andrade Multicompras LTDA e Tayane L. Santos ME. Segundo o Mistério Público do Estado da Bahia, essas são duas das empresas que teriam sido usadas em supostas fraudes a licitações da Câmara e da Prefeitura de Ilhéus.

As empresas forneciam materiais de limpeza e de expediente e prestavam serviços de fotocópia à Câmara. Conforme nota divulgada pela assessoria do Legislativo, as terceirizadas foram notificadas ainda em março, mês da Operação Citrus, mas não se manifestaram.

Segundo o vereador Lukas Paiva (PSB), presidente da Câmara, “é evidente que manter contrato com uma empresa acusada de superfaturar produtos e fraudar processos licitatórios é extremamente temerário ao ente público, especialmente quando, além das acusações, a empresa apresenta dificuldades no cumprimento dos termos do contrato”.

CITRUS: DESEMBARGADOR DECIDE MANTER ENOCH ANDRADE PRESO

marteloNessa terça-feira (18) o desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), negou pedido de habeas corpus ao empresário Enoch Andrade, um dos oito réus do processo penal da Operação Citrus.

O magistrado tomara a mesma decisão diante dos pedidos de outros dois réus presos desde o dia 21 de março, o vereador Jamil Ocké (PP) e o ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão. 

Ao negar liberdade ao empresário, o desembargador escreveu que a decisão da juíza Emanuele Vita Leite Armede, da 1ª Vara Crime de Ilhéus, se baseou em “investigação aparentemente desenvolvida com regularidade”, com a acusação de crimes cujas penas somam mais que o piso de quatro anos de prisão.

Acesse a decisão.

É importante lembrar que nenhum dos oito réus da Operação Citrus é alvo de condenação da Justiça. Todos eles, inclusive os que continuam presos, poderão ser inocentados ao final do processo. Além disso, o judiciário poderá entender que nenhum dos crimes apontados pelo Ministério Público do Estado da Bahia ocorreu.

VÍDEO: LUKAS PAIVA NARRA VISITA A JAMIL OCKÉ NO PRESÍDIO

Vereador Lukas Paiva.

Vereador Lukas Paiva. Imagem: Agravo.

O presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Lukas Paiva (PSB), falou no plenário Gilberto Fialho sobre a visita que fez ao colega de Casa, o vereador Jamil Ocké (PP), preso desde 21 de março no presídio Advogado Ariston Cardoso.

A visita aconteceu no dia 3 de abril, véspera da posse do suplente Luiz Carlos Escuta (PP), que substitui Jamil de maneira provisória.

No vídeo do Instituto Nossa Ilhéus, Lukas se refere às gravações telefônicas da Operação Citrus. Assista.

RELATOR DOS HABEAS CORPUS DE ENOCH E KÁCIO NEGOU LIBERDADE A JAMIL

Jamil Ocké, Kácio Brandão e Enoch Andrade.

Jamil Ocké, Kácio Brandão e Enoch Andrade.

O desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), é o relator dos pedidos de habeas corpus do ex-secretário de Desenvolvimento Social de Ilhéus, Kácio Brandão, e do empresário Enoch Andrade. Na terça-feira (11), o magistrado negou o pedido de liberdade do vereador Jamil Ocké (PP), também sob a sua relatoria. Réus no processo penal da Operação Citrus, os três estão presos desde 21 de março no presídio Advogado Ariston Cardoso, em Ilhéus.

Ao negar o habeas corpus do edil, o magistrado afirmou que a sua prisão preventiva obedeceu “decreto judicial embasado em investigação aparentemente desenvolvida com regularidade”, […] estando o processo seguindo rito dentro do espectro da razoabilidade”.

O desembargador, por outro lado, destaca a condição provisória da sua decisão. Ou seja, no futuro a Segunda Turma da Primeira Câmara Criminal do TJ-BA poderá entender que a continuidade da prisão se tornou desnecessária, o que tem sido alegado pela defesa do vereador.

A decisão do relator está aqui.

É importante lembrar que nenhum dos oito réus da Operação Citrus é alvo de condenação da Justiça. Todos eles, inclusive os que continuam presos, poderão ser inocentados ao final do processo. Além disso, o judiciário poderá entender que nenhum dos crimes apontados pelo Ministério Público do Estado da Bahia ocorreu.

CITRUS: DEFESA RECORRE AO TJ-BA PARA LIBERTAR ENOCH ANDRADE

Enoch Andrade.

Enoch Andrade.

O empresário Enoch Andrade está preso desde 21 de março de 2017, acusado de participação no suposto esquema de desvio de recursos da Prefeitura de Ilhéus. Ele é um dos oito réus do processo penal iniciado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, responsável pela Operação Citrus.

Na semana passada, a defesa de Enoch pediu a sua liberdade ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Nessa segunda-feira (17), o pedido de habeas corpus chegou às mãos do desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, relator do processo na Segunda Turma da Primeira Câmara Criminal do TJ-BA.

No último dia 30, a pedido do Ministério Público do Estado da Bahia, a 1ª Vara Crime de Ilhéus decidiu transformar a prisão temporária de Enoch em preventiva. Ou seja, o encarceramento não tem tempo determinado. Outros dois réus da Operação Citrus sofreram a mesma medida, o vereador Jamil Ocké (PP) e o ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão.

É importante lembrar que nenhum dos oito réus da Operação Citrus é alvo de condenação da Justiça. Todos eles, inclusive os que continuam presos, poderão ser inocentados ao final do processo. Além disso, o próprio judiciário poderá entender, afinal, que nenhum dos crimes apontados pelo Ministério Público do Estado da Bahia ocorreu.

HUMOR: AILTON ENFERMEIRO ANUNCIA OPERAÇÃO CITRUS NA REDE “GROBO”

Ailton Enfermeiro. Imagem: Agravo.

Ailton Enfermeiro. Imagem: Agravo.

Ailton Enfermeiro é um fiscal voluntário dos serviços públicos em Ilhéus. Costuma refletir sobre os problemas e projetos da cidade nas suas participações frequentes em programas de rádio. Tem sempre uma opinião pertinente para contribuir com o debate público. Nessa sexta-feira (14), num áudio hilário que circula no WhatsApp, ele encarnou a voz da indignação ilheense diante do suposto esquema de “currupição” denunciado pela Operação Citrus. Na mensagem, anuncia que a Rede “Grobo” mostrará para todo o Brasil o “bando de ladrão” e detalhes da investigação que abalou Ilhéus. A chamada faz referência ao trabalho do jornalista Eduardo Faustini, repórter do Fantástico, que produz reportagem sobre o caso. Ouça abaixo.

TV GLOBO LEVA A OPERAÇÃO CITRUS AO CENÁRIO NACIONAL

Imagem ilustrativa.

Imagem ilustrativa.

O jornalista Eduardo Faustinni comanda equipe do Fantástico em reportagem sobre a Operação Citrus. Os funcionários da TV Globo já ouviram os investigadores do Ministério Público do Estado da Bahia, autor da denúncia contra oito acusados de participar do suposto esquema de desvio de recursos da Prefeitura de Ilhéus.

Quando for veiculada na maior rede de televisão do país, a reportagem apresentará para todo o Brasil detalhes da operação que abalou Ilhéus. A data da veiculação não está confirmada.

Como já se passaram mais de vinte dias desde o início da operação, é provável que os investigadores tenham relatado novidades sobre os materiais e depoimentos colhidos.

Com informações do Pimenta.

SEGUNDO JUÍZA, LIBERDADE DE PRESOS DA CITRUS SERIA PERIGOSA

Trecho da decisão que mantém Enoch Andrade, Jamil Ocké e Kácio Brandão presos.

Trecho da decisão que mantém Enoch Andrade, Jamil Ocké e Kácio Brandão presos.

No último dia 30, ao fundamentar a decisão que mantém presos três dos oito denunciados da Operação Citrus, a juíza Emanuele Vita Leite Armede afirmou que a liberdade deles poderia oferecer risco à sociedade e ao processo penal em curso.

Conforme o argumento da magistrada, fora do presídio Ariston Cardoso os acusados poderiam destruir provas e influenciar depoimentos de outras pessoas. Também estariam sujeitos a repetir os supostos crimes que lhes são imputados pelo Ministério Público do Estado da Bahia.

“A decretação da prisão preventiva, conquanto seja medida extrema, mostra-se plenamente justificada nos autos, tendo em vista a gravidade concreta das condutas imputadas aos investigados, para garantir a aplicação da lei penal, bem como garantir a colheita da prova na instrução livre de interferências dos investigados”, escreveu.

Para enfatizar o seu entendimento, usou uma expressão em latim: “periculum libertatis”, “considerando a combinação de poder político, movimentação de contas e recursos financeiros e manipulação de depoimentos“.

Este blog teve acesso à decisão por meio do Jornal do Radialista, que a publicou em primeira mão – acesse aqui.

É importante lembrar que, apesar da interpretação da magistrada nessa fase do processo e da acusação do MP, o julgamento do mérito do caso ainda não aconteceu. Ou seja, a Operação Citrus não produziu condenados. No fim, os oito réus poderão ser inocentados. E é possível que a Justiça entenda que não ocorreu crime algum, após avaliar todas as provas e argumentos de acusação e de defesa.

Não conseguimos manter contato por telefone com os advogados que defendem o empresário Enoch Andrade, o vereador Jamil Ocké (PP) e o ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão. Este espaço está aberto caso queiram se manifestar em nome dos clientes.

OPERAÇÃO CITRUS: CONTRATOS INVESTIGADOS CRESCERAM 18,5% NO ANO ELEITORAL

Tabela do MP mostra faturamento de contratos investigados entre os anos de 2012 e 2016.

Tabela do MP mostra faturamento de contratos investigados entre os anos de 2012 e 2016.

No dia 8 de março de 2017, o Ministério Público do Estado da Bahia pediu à Justiça a prisão temporária de seis das oito pessoas denunciadas pela Operação Citrus. Como se sabe, a 1ª Vara Crime de Ilhéus atendeu o pedido, cujos mandados foram realizados há 22 dias. Três acusados continuam presos. Ao defender as prisões, o MP afirmou que pelo menos sete empresas (tabela acima) teriam sido usadas no suposto esquema de fraudes a licitações da prefeitura.

Naquele pedido (divulgado no site O Tabuleiro), os promotores de Justiça mostraram a soma dos contratos firmados entre o município e as sete empresas de 2012 a 2016. Segundo o levantamento dos investigadores, só no ano passado a Prefeitura de Ilhéus pagou sete milhões de reais (R$ 7.010.891,9) aos empresários investigados. O valor foi 18,5% maior que o pago em 2015 (R$ 5.707.095,9).

O crescimento coincidiu com o ano eleitoral. Nos anos anteriores, dentro da sequência destacada pelo MP, os ganhos dessas empresas junto ao município foram menores: 2014 (R$ 4.997.388,4), 2013 (R$ 1.827.389,1) e 2012 (R$ 2.433.503,3).

Como também é sabido, a Justiça não condenou nenhum dos oito acusados. O processo penal está em curso. A defesa tem a oportunidade de apresentar argumentos e provas contra a acusação do Ministério Público. Ao final do julgamento, todos os réus poderão ser inocentados, assim como o judiciário poderá entender que o suposto esquema criminoso nunca existiu. Isso, por outro lado, não invalida a constatação de que contratos hoje investigados movimentaram mais recursos públicos no ano das eleições municipais.



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