Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
Na última sexta-feira (28), o Blog do Gusmão foi tema da disciplina Oficina de Informática e Telemática, ministrada pelo Prof. Dr. Otávio Filho, do curso de Comunicação Social da UESC.
Questões relacionadas à blogosfera e ao cotidiano foram debatidas durante o bate-papo: a importância do twitter para sites e blogs, as diferenças entre o blogger e o word press, independência editorial na internet, governos que tentam dominar editorias através de anúncios, política e corrupção, violência e barbárie, tecnodemocracia, o quinto poder (blogs) e a origem deste espaço virtual.
Foi uma grande honra poder conversar e trocar idéias com os colegas. O convite de Otávio – meu amigo e mestre de muitas influências e referências literárias – deixou este editor enobrecido. Fica aqui o registro do agradecimento.
O mundo em que vivemos é de uma riqueza e variedades sem fim. Existe de tudo para todos os gostos e bolsos. Bolsas Prada ou perfumes de Salvatore Ferragano estão disponíveis para aqueles que integram o seleto clube de privilegiados consumidores. O consumo de luxo alcançou, em nosso tempo de tecnológicas revoluções, a categoria de “espiritual”. Pelo menos, é assim que renomados estudiosos tratam a questão. Basta ver, por exemplo, o que dizem Gilles Lipovetsky e Elyette Roux na obra intitulada O Luxo Eterno – da idade do sagrado ao tempo das marcas, editado no Brasil pela Companhia das Letras: “No começo era o “espírito”. Sem dúvida causará um pouco de surpresa encontrar semelhante proposição “espiritualista” como abertura de uma reflexão cujo objeto é comumente associado a um maior capitalismo”.
A cidade de Itabuna, que fica a vinte e poucos quilômetros de Ilhéus, viveu durante muitos anos o esplendor da riqueza produzida pelo cacau, uma commodity que alcançou preços estratosféricos no mercado mundial. Jorge Amado, nascido aqui, e um dos seus filhos mais ilustres, em sua obra literária, fez o mundo conhecer as delícias, agruras e loucuras produzidas nas matas úmidas deste pedaço de Brasil.