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Sexta-Feira, 17 de Agosto de 2018
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NO CARNAVAL DOS PATOS, OS TUIUTIS DIZEM: MEU PAPO É VERMELHO E NÃO AMARELO!

Por Caio Pinheiro.

Dizem que historiador é um eterno saudosista; adora se referenciar pelo passado, enquanto o resto dos mortais tende a pensar sempre no amanhã, sem muito apego às reminiscências como forma de compreender o presente e projetar amanhãs mais justos quando se pensa na dignidade da vida humana em sociedade.

Embora não seja muito receptivo aos alaridos carnavalescos, reconheço a magia da maior festa de rua do mundo. O carnaval tem a capacidade de nos fazer pensar que de fato vivemos em uma democracia. Mesmo para olhos experimentados na detecção de iniquidades sociais, a euforia provocada pela catarse carnavalesca ergue um nevoeiro capaz de esconder as mais nítidas desigualdades.

Sei que pensar assim tem me rendido em vários espaços a alcunha de chato; mas creio que isso decorra do fato de muitos dos meus patrícios não suportarem sair do lugar comum, seja por comodismo ou estratégia. Enquanto isso, a mídia corporativa continua comemorando.   Basta ver como facilmente foram invertidas as prioridades editoriais no carnaval, mesmo diante de tempestades impactando o mundo político, econômico e social.

A farra do auxílio-moradia pago aos impolutos juízes que possuem casa própria nas localidades onde trabalham e/ou o inacreditável pronunciamento do diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, dizendo que a PF deve pedir o arquivamento do inquérito que investiga o presidente Michel Temer – suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar através de um decreto que prorroga contratos de concessão no porto de Santos -, são alguns dos episódios desconhecidos ou desconsiderados pela cidadania brasileira que desfrutava em cores e imagens globais da artificialidade democrática carnavalesca.

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CATARSE DIANTE DA TELA NÃO DERRUBA PRESIDENTE

Ala dos fantoches no desfile da Paraíso Tuiuti.

Por Thiago Dias.

Não acredito que a TV Globo seja um problema para o povo brasileiro. Na verdade, vejo na emissora um espaço importante para o discurso liberal. Ela dá lugar a vozes que costumam ser silenciadas ou menosprezadas em outros canais abertos, como as dos movimentos identitários. À sua maneira, abre brechas valiosas para o movimento negro, o feminismo, a causa LGBT e para ativistas que defendem a descriminalização do consumo de drogas.

Dito isso, o óbvio não passa despercebido: o liberalismo do canal é mais acentuado quando o assunto é economia e gestão pública. Aí ele é liberal até os ossos.

Quando o assunto é economia, o jornalismo global não quer saber de debate. A visão é única e não tolera vozes dissonantes. Foi essa convicção econômica que levou a família Marinho a apoiar os militares em 1964 e a “solução” Temer em 2016. Quando aumentou a artilharia contra o presidente, o fez porque imaginou que o peemedebista não teria força política para conduzir “as reformas de que o país precisa”. É isso que o canal anuncia toda vez que fala da “desfiguração” da reforma da Previdência, com as concessões do governo para viabilizar o avanço da proposta no Congresso.

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