Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
A internet, o crescimento da indústria pornográfica e o marketing que ela promove são, na opinião da socióloga americana Gail Dines, os responsáveis por boa parte dos episódios de violência contra mulheres.
Em seu último livro, “Pornland” (Pornolândia), lançado recentemente nos EUA, Gail afirma que a multiplicação de imagens pornográficas na internet aumentou o poder dessa indústria:
- A indústria pornô tem capacidade de fazer lobby com políticos, de travar batalhas legais e de usar relações públicas para influenciar o debate. (…) Sua sofisticada e bem financiada máquina de marketing busca moldar a imagem dessa indústria como algo positivo.