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Sábado, 25 de Novembro de 2017
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OPERAÇÃO CITRUS: KÁCIO BRANDÃO DEIXARÁ PRESÍDIO

Kácio Brandão.

Kácio Brandão.

Segundo o site O Tabuleiro, o ex-secretário de Desenvolvimento Social de Ilhéus, Kácio Clay Brandão, preso no dia 21 de março de 2017, durante a Operação Citrus, teve o pedido de liberdade atendido, em parte, pela justiça, na tarde dessa terça-feira (3). Kácio deverá cumprir penas alternativas, mas deixará o presídio Ariston Cardoso.

ESTUDANTE DA UESC ENCONTRADO MORTO COMPROU ARMA HÁ DOIS MESES

Silvoney da Hora dos Santos. Imagem: Rede Social/Facebook.

Autorretrato de Silvoney da Hora Santos publicado no Facebook.

Na manhã desse domingo (1º), o estudante e agente penitenciário Silvoney da Hora Santos foi encontrado morto na sua casa, no Alto da Conquista, em Ilhéus, com um tiro na cabeça.

O Blog do Gusmão apurou que o jovem havia comprado uma pistola legalmente no último mês de agosto, com o porte de arma também obtido há pouco tempo.

Nesta segunda (2), conversamos por telefone com a delegada Andréa Oliveira, responsável pelo setor de homicídios da 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (COORPIN), a delegacia de Ilhéus. Oliveira nos informou que o caso de Silvoney não cabe ao seu departamento, pois a investigação da Polícia Civil trabalha com a hipótese de suicídio. Conforme a delegada, a casa do jovem não tinha sinais de arrombamento nem de outro tipo de violação.

Imagens que circulam na internet mostram o corpo de Silvoney caído para trás sobre a cama, com uma pistola presa entre as duas pernas, que estavam cruzadas. O celular estava na altura da sua virilha, e o notebook, à sua frente.

Há indícios de que ele faleceu na manhã de sábado (30), vinte e quatro horas antes de ser encontrado, depois de enviar mensagens com pedido de desculpas para uma mulher com quem mantivera relacionamento.

De acordo com a delegada, não há previsão para o resultado da perícia do Departamento de Polícia Técnica, que não é subordinado à Polícia Civil. A demora da emissão desse tipo de laudo tem sido um problema recorrente para as investigações policiais na Bahia.

Silvoney da Hora Santos estudava direito na UESC e trabalhava há pouco mais de um ano no presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus. Nesse domingo, colegas de trabalho levaram o seu corpo para o sepultamento em Teolândia, sua Terra Natal.

AÇÃO DA DPE COBRA MELHORIAS PARA O PRESÍDIO ARISTON CARDOSO

Presídio Ariston Cardoso. Imagem: A Tarde/UOL.

Presídio Ariston Cardoso. Imagem: A Tarde/UOL.

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE) é autora de Ação Civil Pública que cobra melhores condições de acolhimento para os homens presos no presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus.

Conforme a defensoria, a lista de problemas do presídio inclui: risco de desabamento, umidade, caixa de esgoto entupida, sanitários insuficiente, falta de colchões e presença de fios de eletricidade no chão.

Às 11 horas da próxima quarta-feira (9), o Fórum Epaminondas Berbert de Castro vai sediar audiência sobre o caso.

OPERAÇÃO CITRUS: ADVOGADO E DIRETOR DO PRESÍDIO DIVERGEM SOBRE RASPAGEM DE CABEÇAS

Advogado Sanzio Peixoto considera raspagem de cabeça desnecessária. O Major Rebouças defende o procedimento. Imagens: Vermelhinho, O Tabuleiro e A Tarde.

Advogado Sanzio Peixoto considera raspagem de cabeça desnecessária. O Major Rebouças defende o procedimento. Imagens: Vermelhinho, O Tabuleiro e A Tarde.

Nessa quinta-feira (23), o advogado Sanzio Peixoto, que representa o ex-secretário de Desenvolvimento Social Kácio Brandão, disse a este blog que a raspagem da cabeça do seu cliente e dos demais presos da Operação Citrus serviu apenas ao “objetivo de humilhar e ferir a imagem das pessoas”.

Ele acredita que o procedimento foi desnecessário e poderá ser objeto de ação contra o Estado da Bahia. “Não teve nenhum motivo, vamos dizer assim, de saúde pública. Não tem nenhuma resolução da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia nesse sentido, de que os detentos tenham a cabeça raspada ao entrar na unidade prisional”, afirmou. 

Ainda de acordo com o advogado, o conselho nacional de política criminal e penitenciária regulamentou a questão. O colegiado estabeleceu que o preso não pode ter o cabelo cortado se não quiser.

Além disso, continua Peixoto, “por ter curso superior, eles estão recolhidos num local separado”. Essa realidade derrubaria eventual argumento de que os presos tiveram as cabeças raspadas para evitar, “por exemplo, uma infestação de piolhos”. “O Objetivo é esse mesmo: humilhar”.

Sanzio evitou apontar a responsabilidade pela decisão. Segundo ele, seria precipitado fazer isso antes dos esclarecimentos necessários.

O outro lado

O Major Rebouças, diretor do presídio, conversou hoje por telefone com o Blog do Gusmão. Segundo ele, todos os presos levados para o Ariston têm a cabeça raspada ao chegar. “Adotamos esse procedimento há muito tempo, para evitar a proliferação de pragas, de piolhos”. É uma “questão de higiene e segurança da saúde dos próprios presos”. Por isso, “nós fazemos um trabalho preventivo”.

“A gente adota esse procedimento com todos os presos. Eu não podia, porque é ex-secretário do município, dar um tratamento diferente dos demais presos. O errado seria eu”, explicou Rebouças.

Falamos ao Major sobre o que o advogado disse a respeito do isolamento tornar o corte de cabelo desnecessário. O diretor esclareceu que, quando os presos chegaram ao presídio ainda não era sabido que tinham formação superior e, portanto, teriam direito a ficar em local separado dos demais. Segundo Rebouças, a certificação do nível superior dos ex-secretários só foi apresentada após a raspagem. O outros dois presos da Operação Citrus não comprovaram ter ensino superior.

DIRETOR DÁ OUTRA VERSÃO SOBRE MORTE DE PRESO NO ARISTON CARDOSO

Major Rebouças, diretor do Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Ilhéus 24H.

Major Rebouças, diretor do Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Ilhéus 24H.

O Major Rebouças, diretor do Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus, conversou hoje à tarde por telefone com o Blog do Gusmão. Mais cedo publicamos matéria sobre a morte de um homem preso na unidade por falta de pagamento de pensão alimentícia. A declaração de óbito apontou homicídio.

Rebouças, no entanto, acha difícil que Antônio Marcos de Jesus da Silva tenha sido assassinado. O diretor explica que o detento estava numa área livre, separado dos presos por crimes comuns, que ficam no pátio.

Segundo o diretor, Antônio teve crises de abstinência por falta de álcool. Chegou a beber desodorante. Tornou-se agressivo e por isso teve que ser encarcerado. Foi colocado numa cela junto com pessoas que também não haviam sido presas por crimes violentos.

Na cela, durante uma crise, Antônio se envolveu numa briga, informa o diretor. Rebouças viu que ele estava com um hematoma típico de um soco no olho no dia 30 de setembro, antevéspera da sua morte. O major anunciou aos detentos que se o conflito persistisse todos seriam levados para o pátio dos presos comuns, ideia aterrorizante para eles.

O diretor ouviu os internos que estavam na cela quando o detento morreu. Afirmaram a Rebouças que Antônio começou a se debater e faleceu. Em vão, um dos presos tentou reanimá-lo.

Segundo Rebouças, o ferimento na cabeça só foi constatado no Departamento de Polícia Técnica. “Eu estou até surpreso com essa versão do laudo médico. Amanhã um agente nosso vai no DPT para ver se tem foto disso”. O detento pode ter lesionado o crânio ao se debater. Por outro lado, destacou a importância de respeitar a contribuição do profissional da medicina.

O major não acha provável a hipótese de assassinato, mas investiga o caso. Três agentes formados em direito o auxiliam. 

HOMEM PRESO POR PENSÃO ALIMENTÍCIA FOI ASSASSINADO NO ARISTON CARDOSO

Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Agravo.

Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Agravo.

É o que afirma a declaração de óbito assinada pelo médico Mauro Pereira de Souza.

Noticiamos na quinta-feira (6) a morte de Antônio Marcos de Jesus Silva, interno do presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus. Ele morreu no dia 2 de outubro, domingo das eleições.

A família de Antônio procurou o Blog do Gusmão nessa segunda-feira (10). Segundo o irmão dele, Luciano de Jesus Silva, o detento de 44 anos foi vítima de homicídio.

Antônio foi preso no dia 21 de setembro de 2016, conta Luciano. Passaria dois meses no Ariston por atrasar o pagamento da pensão alimentícia da filha.

Luciano é pintor. Afirma que costumava levar Antônio para auxiliá-lo no trabalho. O irmão, contudo, sofria com a dependência do álcool. Segundo Luciano, Antônio chegava a tremer durante as crises de abstinência. Essa condição quase sempre o impedia de completar a jornada.

O pintor também nos disse que a mãe não pôde ver o corpo do filho no Departamento de Polícia Técnica. No entanto, no velório “nós constatamos que meu irmão foi vítima de agressão dentro do Ariston Cardoso”.

O corpo de Antônio tinha um ferimento “muito grande” na parte de trás da cabeça, descreve Luciano, “um hematoma no olho” e a “boca inchada”.

Luciano autorizou o blog a publicar a certidão de óbito, que relata o traumatismo craniano “por instrumento contundente”. Na declaração de óbito, o médico Mauro Pereira de Souza assinalou o campo “homicídio”.

A família disse que quer justiça, pois o Estado era responsável pela segurança de Antônio.

Atualizado às 9h31min de 11 de outubro de 2016.

O diretor do presídio, Major Rebouças, deu outra versão sobre o caso. Leia aqui.

CACIQUE BABAU DEIXA O PRESÍDIO ARISTON CARDOSO

Teity e Babau livres. Imagem: CIMI.

Teity e Babau livres. Imagem: CIMI.

Segundo o site do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o juiz federal Lincoln Costa substituiu as prisões preventivas do Cacique Babau e de seu irmão Teity Tupinambá pelo regime de prisão domiciliar. As duas lideranças indígenas deixaram o Presídio Ariston Cardoso na tarde dessa segunda-feira, 11, e já retornaram para a aldeia da Serra do Padeiro (Buerarema). Caso necessitem sair, o juiz deverá ser informado.

A audiência de hoje foi presidida pelo juiz Lincoln. Acompanhados pelos advogados de defesa e de um procurador do Ministério Público Federal (MPF), os irmãos Tupinambá foram ouvidos e deram a sua versão dos fatos. 

Os advogados dos indígenas e o MPF argumentaram que ambos são lideranças do povo Tupinambá, sendo cacique Babau um defensor dos Direitos Humanos protegido pelo programa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

Leia mais.

CACIQUE BABAU NO ARISTON CARDOSO

Teity e Babau. Imagem cedida ao Blog do Gusmão.

Teity e Babau. Imagem cedida ao Blog do Gusmão.

O Blog do Gusmão recebeu imagem que mostra Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, no Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus. Ele foi levado para a unidade nessa sexta-feira (8).

Babau e seu irmão, Teity Tupinambá (José Aelson Jesus da Silva), foram presos em Olivença pela Polícia Militar na quinta-feira (7), acusados de portar armas de fogo. Eles negam a acusação – lembre aqui e aqui.

O povo Tupinambá de Olivença reivindica a demarcação do território reconhecido como indígena pela Funai. A área se divide entre os municípios de Ilhéus, Buerarema e Una.

Babau e Teity são da Serra do Padeiro, na divisa entre os municípios de Ilhéus e Buerarema. O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) classificou a prisão dos tupinambás como forma de criminalização da sua luta pela terra.

OPERAÇÃO APREENDE 14 CELULARES NO ARISTON CARDOSO

material apreendidoNessa segunda-feira (19), com o apoio dos policiais militares da Rondesp Sul, agentes prisionais apreenderam quatorze celulares no módulo 2 do Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus. 

A equipe da Operação Revista de Celas também encontrou cinquenta e cinco papelotes de maconha. A direção do presídio investiga como os aparelhos e a droga entraram na unidade para punir os envolvidos.

TÚNEL DE FUGA É DESCOBERTO NO PRESÍDIO DE ILHÉUS

Túnel seria usado para fuga em massa. Imagem: Divulgação.

Túnel seria usado para fuga em massa. Imagem: Divulgação.

A direção do Presídio Ariston Cardoso frustrou hoje (7) um plano de fuga em massa. O Major Rebouças, diretor da unidade, e sua equipe encontraram um túnel no módulo I, que abriga aproximadamente 240 presos. 

Túnel foi aberto para ligar o módulo ao lado de fora.

Túnel foi aberto para ligar o módulo ao lado de fora.

O próprio Rebouças confirmou a informação. Segundo ele, o túnel de fuga foi escavado cuidadosamente ao longo dos últimos meses, mas, os agentes prisionais descobriram o plano depois de uma investigação. 

Direção do presídio já iniciou a destruição do atalho para a liberdade.

Direção do presídio já iniciou a destruição do atalho para a liberdade.

De acordo com o diretor, depois de destruir o túnel,  o trabalho seguirá para identificar e punir as pessoas envolvidas. Rebouças explica que a frustração da fuga em massa evitou um grande problema para a segurança pública.

ABSURDO! PACIENTES PSIQUIÁTRICOS NO PRESÍDIO DE ILHÉUS

Esse paciente, apelidado como Bin Laden, já foi preso algumas vezes.

Esse paciente, apelidado como Bin Laden, já foi preso algumas vezes.

Como construiremos uma cidade melhor, se desrespeitamos as pessoas que têm outras percepções da realidade? Seria o mesmo que restaurar uma corrente sem cuidar dos seus elos mais frágeis.

Informações que nos chegaram de fontes confiáveis do Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus, denunciam que pacientes psiquiátricos são levados para a unidade onde ficam confinados. Isso estaria ocorrendo por falta de unidades especializadas para acolher e acalmar vítimas de surtos nervosos e doenças psiquiátricas graves.

Segundo apuramos, a ala de internação psiquiátrica do Hospital Geral Luis Viana Filho, em Ilhéus, foi fechada, assim como o Hospital São Judas em Itabuna. A área do Hospital de Base que atendia esses pacientes também não funciona mais. Portanto, não há atendimento especializado para essas pessoas na região. Isso causa muito sofrimento aos familiares e aos próprios pacientes.

Muitas dessas pessoas perambulam pelas ruas e chegam a se colocar em risco e a ameaçar a segurança de outros cidadãos. Ontem, por volta das 16 horas, no bairro da Conquista, uma paciente psiquiátrica entrou num ônibus com uma barra de ferro. Ela assustou os passageiros, o motorista e o cobrador.

Além disso, pessoas que não sabem lidar com a situação acabam agredindo os pacientes psiquiátricos.

Os parentes desses pacientes lutaram pelo fim dos manicômios. Entretanto, se aquele modelo desrespeitava direitos humanos, com internações que duravam uma vida e em condições horríveis de habitação, isso não significa que a internação virou um recurso ultrapassado. Quando suas doenças se agravam, muitas pessoas precisam de um lugar adequado para tratamento e um período mínimo de repouso. Não se trata de defender a volta do manicômio, e sim, reconhecer a falta de uma alternativa.

O Major PM Rebouças, diretor do presídio, confirmou as informações por telefone a este blog. Segundo ele, muitas dessas pessoas são presas em flagrante praticando crimes como roubo.

Rebouças explica que os pacientes mais calmos ficam em celas comuns, mas, os com problemas mais graves são separados, já que podem ser espancados pelos demais. 

O presídio não tem psiquiatra. Para que os detidos sejam examinados, suas famílias devem acionar a Defensoria Pública ou contratar advogados. O diretor também mantém contato com o Judiciário e a Defensoria para agendar a saída dessas pessoas para exame. 

Rebouças também confirmou que um homem conhecido em Ilhéus como Bin Laden já ficou detido do presídio. Ele anda quase sempre desagregado na cidade. Às vezes vai para o meio do trânsito e entra na frente de veículos em movimento. 

O Major lembra que essas pessoas não podem ser submetidas ao direito penal: “são inimputáveis”, todavia, lamenta que o local adequado para internação mais próximo fique em Salvador.

A direção do presídio solicitou que a Prefeitura de Ilhéus cedesse médicos psiquiatras, porém, o secretário de desenvolvimento social, Jamil Ocké, informou que o município não tem profissionais dessa especialidade à disposição.

POLÍCIA APREENDE 31 CELULARES NO ARISTON CARDOSO

Imagem cedida ao Blog do Gusmão.

Imagem cedida ao Blog do Gusmão.

A direção do Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus, contou com o apoio de companhias e pelotões especiais da Polícia Militar (CIPE Cacaueira, CIPT Rondesp e PETO) para realizar ontem (12) uma operação “pente-fino” no módulo 1 da unidade. 

A revista resultou na apreensão de 31 celulares, nove carregadores de bateria e dez chips telefônicos. Entre os 261 presos do módulo, os policiais também encontraram sete facas e 112 pacotinhos (100 gramas) de maconha.

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