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:: ‘Professor Wilson Gomes’

JUSTIÇA AINDA NÃO PROVOU IMPARCIALIDADE, AFIRMA WILSON GOMES

Professor espera desfecho de processos contra adversários do PT para avaliar imparcialidade do judiciário.

Professor espera desfecho de processos contra rivais do PT para avaliar imparcialidade da Justiça.

O professor de comunicação da UFBA, Wilson Gomes, afirma que é cedo para dizer “que ninguém está acima da lei” no Brasil. O mesmo vale para o otimismo que vê em curso “o amadurecimento das instituições democráticas”.

O pesquisador das relações entre comunicação e política menciona a decisão do caso do triplex, em que o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo Gomes, “para que a condenação de Lula signifique/significasse “que ninguém está acima da lei’ e “o amadurecimento das instituições democráticas”, como declararam Marina Silva, ACM Neto e mais duas dezenas de isentos intérpretes dos fatos do mundo, precisaríamos ver condenados Aécio, Temer, Jucá e mais uma dúzia de cabeças coroadas da República. Enquanto isso não acontece, se é que vai acontecer, a condenação de Lula pode significar muitas coisas diferentes disto, inclusive o que alegam os lulistas e do que desconfiam muitos não partidários: seletividade, parcialidade, perseguição, antipetismo”.

“Seguramente”, continua o professor da UFBA, “a coincidência temporal entre Lula condenado e Michel Miguel comprando, com o nosso dinheiro, o privilégio de sequer ser julgado pelo STF, não beneficia muito a lição de moral sobre a Lei que alcança todos do lúgubre Dr. Moro. Nem o fato de toda a peça acusatória contra Miguel Miguel ter vindo de Rodrigo Janot e não dos Intocáveis de Curitiba, concentradíssimos em Lula, beneficia muito a tese de que não temos acusados de estimação. Nem vou comentar o conluio PMDB-PSDB que salvou Aécio na Comissão de Ética & Decoro, nem os votos e outras bizarras decisões do bizarro juiz do TSE e do STF cujo nome não pode ser pronunciado”.

Por outro lado, o professor diz que não mantém a mesma convicção dos que acreditam piamente na defesa de Lula.

“Também não tenho as certezas da inocência de Lula que tantos dos meus amigos exibem. Considero muito quem as tem, não sei como as conseguiram, mas de onde eu poderia recolher certezas com este alcance? Cético por instinto, tendo a retardar o meu julgamento sobre paradinhas deste tipo. Aparentemente, preciso de mais tempo do que a maioria das pessoas para formar um juízo sobre Lula e o Esquema Petrobrás e Construtoras. Por enquanto, o sentimento (e o pressentimento) não é bom, mas sigo prestando atenção. E desconfiando dos que que até já ultrapassaram a fase da certeza e estão agora na fase da indignação e da tomada de providências”, concluiu Wilson Gomes, em comentário publicado no Facebook.

WILSON GOMES: “PT VIVE DE PREVER PROTESTOS, SÓ NÃO SABE REALIZÁ-LOS”

Wilson Gomes.

Wilson Gomes.

Matéria do portal Brasil 247 informa que o Partido dos Trabalhadores “prevê protestos em todo o Brasil caso Lula seja condenado por Moro”. Hoje (4), ao comentar a notícia na internet, o professor Wilson Gomes ironizou o vaticínio petista. 

“O PT vive de prever protestos, só não sabe como realizá-los. Até hoje estou esperando “o povo na rua” previsto para impedir que Dilma fosse expulsa do cargo pelo Congresso”, comentou.

Wilson Gomes é professor da Universidade Federal da Bahia, onde coordena pesquisas sobre comunicação e política. Para ele, atualmente, “a esquerda comanda a massa, mas só na própria imaginação”.

Enquanto imagina protestos grandiosos, continua o professor, “a esquerda não consegue nem botar um milhão em alguma avenida do Rio ou de São Paulo, que é o que falta para cair o bamboleante [presidente Michel] Temer, quanto mais garantir ‘protestos em todo o Brasil’ na hipótese da prisão de Lula”.

O professor está longe de ser um antipetista. Em muitas oportunidades, critica duramente as insanidades do antipetismo. Foi assim em fevereiro deste ano, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu de Dona Marisa Letícia, sua companheira por décadas. Na ocasião, das redes sociais brotaram palavras de ódio contra toda a família Lula.

Em resposta, o professor da Faculdade de Comunicação da UFBA descreveu o ódio que o  antipetismo sempre reservou a Lula. “Uma parte da sociedade brasileira nunca se cansa de mostrar a Lula o seu lugar. E de reclamar, histérica, quando ele, impertinente, não faz o que ela quer. Tem sido assim. Lula já foi insultado de analfabeto, nordestino, cachaceiro, ignorante e aleijado, muito antes de ser chamado de corrupto e criminoso. A cada doutorado honoris causa de Lula choviam ofensas e impropérios porque ele não tinha todos os dedos, porque era o apedeuta, porque era um peão. Qualquer motivo para odiá-lo sempre foi bom o bastante para uma parte da sociedade”, escreveu Wilson Gomes.

PROFESSOR EXPLICA COMO A IDEOLOGIA PODE ESTIMULAR A IGNORÂNCIA

Wilson Gomes é um estudioso dos temas que envolvem política e comunicação.

Wilson Gomes é um estudioso dos temas que envolvem política e comunicação.

Wilson Gomes é professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, onde coordena pesquisas sobre comunicação e política. Nessa segunda-feira (3), publicou no Facebook comentário a respeito de um traço comum dos debates que costuma observar nas redes sociais. Muitas vezes, explica o pesquisador, o posicionamento ideológico estimula a manifestação de opiniões infundadas diante de políticas públicas.

“A minha hipótese é que a intensidade da discussão e da atenção pública ao tema não tem a ver com o conhecimento da política pública em questão. Isto é, discute-se com paixão mesmo a política pública ou o projeto de lei que não se entende ou entende-se pouco. A rigor, na maior parte das tretas sequer se compreende direito o que está em questão. Uma nebulosa é bastante para uns comentários nos peitos do adversário”, estima Wilson Gomes. Leia a íntegra.

“Estou muito interessado em estudar discussão de políticas públicas em ambientes sociais digitais. Vale também também para legislação e regulamentação. A minha hipótese é que a intensidade da discussão e da atenção pública ao tema não tem a ver com o conhecimento da política pública em questão. Isto é, discute-se com paixão mesmo a política pública ou o projeto de lei que não se entende ou entende-se pouco. A rigor, na maior parte das tretas sequer se compreende direito o que está em questão. Uma nebulosa é bastante para uns comentários nos peitos do adversário.

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PROFESSOR EXPLICA CONCEITO DE “FEMINICÍDIO” A ALEXANDRE GARCIA

Publicação do jornalista da Globo no Twitter.

Publicação do jornalista da Globo no Twitter.

O jornalista Alexandre Garcia é comentarista do Bom dia, Brasil, telejornal da Globo. Costuma desfiar vasto elenco de opiniões. Fala com desenvoltura sobre política partidária, saúde pública, educação, economia e engenharia de trânsito, entre outros temas.

Nas horas vagas, exercita a doxa no Twitter. Nessa quarta-feira (1º), brindou os seguidores com uma provocação ao movimento feminista. ‘“Feminicídio é invenção de quem pensa que homicídio é matar “hômi”’, escreveu o formador do opinião.

Em 2015, o Código Penal do Brasil ganhou o termo feminicídio para qualificar o homicídio de mulheres vítimas da violência de gênero, o que acarreta punição mais rígida aos assassinos.

Nem todo assassinato de mulher pode ser enquadrado como feminicídio. O enquadramento depende da identificação das circunstâncias comuns aos crimes de violência de gênero, como numa relação conjugal.

Foi esse o conceito que o professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, explicou numa crítica à publicação do jornalista da Globo. Para ele, a brincadeira de Alexandre Garcia revela valores ultrapassados. Gomes também fez referência ao fato de Garcia ter sido assessor do General Figueiredo na ditadura militar. Leia a íntegra.

Da Série: Coisas Que Só Aprendo Com Alex

Alex é o dono do vernáculo: comprou, pagou, tem o recibo, é dele, não há dúvida. Alex não gosta de “feminicídio”, diz que é por causa da etimologia. Se em homicídio já tem “homo” (homo, hominis, masculino da 3ª declinação, gênero humano), que necessidade tem de se inventar essas modas novas e achar um assassínio só para mulheres? Não sei se já mencionei, mas Alex também é dono da etimologia e da gramática latina: ganhou de brinde do General Figueiredo pelos bons serviços prestados à Revolução.

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O MEDO NÃO DEVE ORIENTAR A POLÍTICA DE SEGURANÇA

Wilson Gomes.

Wilson Gomes.

O professor de comunicação e política da Universidade Federal da Bahia, Wilson Gomes, comentou a repercussão do massacre de 56 detentos do presídio de Manaus. Segundo ele, a sociedade deve evitar que o medo vire um conselheiro das soluções políticas apontadas para tragédias como a chacina de pessoas sob a proteção legal do Estado. “O medo nos mantém vivo. Fato. O problema do medo é quando ele se mete a fazer teoria política”, escreveu hoje (5) no Facebook.

Estudioso das dinâmicas da opinião pública, Wilson Gomes avalia que a “violência urbana está virando pavor” no Brasil. Nesse contexto, uma sociedade apavorada “olha uma penitenciária e vê os monstros que nos assombram”. E “o pavor”, constata, “não quer prisioneiros, quer mortos”. Afinal, “os mortos não nos aterrorizam mais. Se os monstros se matam, tanto melhor, mas a hipótese de que o Estado os mate é também tranquilizadora” para quem teme desesperadamente pela segurança da própria vida.

O comentário do professor opõe o sentimento de compaixão ao medo. “A compaixão olha um presídio e vê seres humanos cumprindo pena. Punição, sim, mas mantém a esperança. O ser humano é corrigível, toda vida humana é digna”, lembra.

Quando a urgência do medo predomina, parte da sociedade tende a endossar “políticas públicas desumanas”. Contudo, alerta Wilson Gomes, “fazer política de segurança pública para e com pessoas apavoradas tem tudo para dar errado”.

INDIGNAÇÃO NÃO GARANTE ESCOLHA DE POLÍTICOS MELHORES

wilson gomesO professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicou hoje (6) comentário sobre o momento político do Brasil. Segundo ele, os indignados com a corrupção devem ter em mente que a sociedade brasileira é responsável pela livre escolha dos seus representantes políticos.

Ou seja, no auge da indignação generalizada contra a classe política, é necessário reconhecer a responsabilidade dos eleitores, que exerceram livremente a escolha democrática daqueles hoje apontados como escória da sociedade. “O pessoal da 55ª e das outras 54 legislaturas que a precederam não conseguiram os mandatos em concurso público nem na loteria. Não foi uma imposição do Imperador, do Papa ou do Lord Voldemort, apesar de parecer que sim. Nem se trata do resultado de um destino cósmico ou cármico. A 55ª e todos os outros políticos brasileiros são o resultado de escolha livre, pensada, regular”, escreveu Wilson Gomes no Facebook.

De acordo com o professor, a simples indignação, desprovida de análise rigorosa dos candidatos e suas propostas políticas, pode induzir o eleitor a tomar decisões equivocadas. “Em momentos como este, de indignação disseminada e a baixo custo, paradoxalmente, não avançamos para escolhas melhores. Se tivéssemos um Indignômetro™ bem calibrado e você perguntasse aos mais indignados quem seria a sua escolha política na próxima eleição ou em que balaio de ofertas ele iria procurar políticos em 2018, a resposta iria demonstrar como regredimos”, avalia.

Ainda segundo Gomes, “um país que chega a cogitar Bolsonaro como presidente deve padecer de alguma anomalia moral bem grave. Pois eu garanto que este ciclo de indignação redundará na escolha de políticos piores e de partidos reconhecidamente desqualificados. Exatamente como o ciclo de indignação política de 2013 resultou na 55ª Legislatura que agora todos abominam. Não quero magoar os corações esquerdistas que me seguem (mentira, quero sim): a 55ª não aconteceu apesar das “jornadas de junho”, mas por causa dela. A eleição da 55ª e a “deseleição” de Dilma que a seguiu têm a mesma fonte no surto de indignação de 2013 a 2016″.

Leia a íntegra.

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PROFESSOR QUESTIONA “EFICÁCIA” DAS OCUPAÇÕES

Segundo Wilson Gomes, movimento de ocupações é um tipo de "consolo" melancólico para a esquerda.

Segundo Wilson Gomes, ocupações servem de consolo para a esquerda.

Wilson Gomes é professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde coordena pesquisas sobre comunicação e política. Ele tem levantado questionamentos a respeito das ocupações promovidas por estudantes em todo o país. Critica especialmente a “eficácia” desse tipo de ação política.

O estudioso define eficácia da ação como a “capacidade de influenciar tomadores de decisão, opinião pública e sociedade”. Para medi-la, explica, é necessário avaliar o “lucro na ponderação entre resultados obtidos e custos envolvidos”. Também alerta que o nível de incômodo gerado pelo movimento “não conta necessariamente como eficácia”, conforme escreveu no início de novembro no Facebook.

Gomes voltou ao assunto nessa segunda-feira (14). Primeiro, criticou o silenciamento que grande parte da imprensa impõe ao protesto dos estudantes contra o governo Temer, enquanto ocupa o noticiário com os atos anti-Trump nos EUA. Por outro lado, considerou que isso por si só não explica a falta de eficácia do movimento.

Para o professor, o movimento erra do ponto de vista estratégico. “Ações políticas são ações de comunicação: elas precisam convencer pessoas de algumas coisas e precisam levá-las a assumir determinadas atitudes e alguns comportamentos. A visibilidade pública é o seu meio fundamental. Produzir a imagem pública conveniente dos seus atores, causas e agendas é uma meta importante. Se fracassa fragorosamente em ambas as coisas, é sinal de que falhou. Ocupações não estão funcionando e não funcionarão. A má vontade das redações não explica tudo, tenho cansado de repetir isso, há erros intrínsecos, básicos, na própria concepção da ação estratégica, que a leva inexoravelmente ao fracasso”.

Segundo Wilson Gomes, os manifestantes “estão fora do alcance da razoabilidade e continuarão a fazer os mesmos erros táticos”, pois “nem acreditam que estão fracassando”. Para eles, “não importa os efeitos externos ao movimento, o importante são os efeitos imanentes sobre os próprios praticantes, isto é, o aumento da conscientização política, a sensação de que “estão fazendo alguma coisa”. É como dizer que estamos ocupando uma escola ou faculdade não para produzir algum efeito nos outros, mas para o nosso próprio bem, para a nossa evolução como seres políticos. É quando a impotência é convertida em autorreferência. Complicado”.

O estudioso explicou por que tem insistido no tema. “Porque é constrangedor ver esses movimentos à esquerda agonizando politicamente em público, sem dar o menor sinal de que percebem a própria situação. E porque é irritante ver os tiozinhos de esquerda, românticos e cheios de amor de esquerda para dar, construindo uma fantasia de autoengano ao redor desses movimentos, transformando retoricamente ratos que rugem em leões. Tudo para o próprio consolo”.

Ao contrário do que se possa imaginar, Wilson Gomes está longe de ser um defensor do governo Temer, ao qual também costuma tecer críticas severas.

Clique aqui para ler a íntegra na página do autor.

ELEIÇÃO DE TRUMP EMBALA O SONHO DE BOLSONARO

Donald Trump e Jair Bolsonaro. Fonte: Getty Images.

Donald Trump e Jair Bolsonaro. Fonte: Getty Images.

Os Estados Unidos da América elegeram nessa terça-feira (8) o seu novo presidente, o empresário e ex-apresentador de TV Donald Trump. Em meados de 2015, quando Trump anunciou suas intenções políticas, o resultado dessa eleição parecia improvável.

O professor Wilson Gomes, da UFBA, coordena pesquisas sobre comunicação e política. Nessa quarta-feira, 9, ao comentar o cenário norte-americano, ele avaliou a eleição de Trump diante do projeto do deputado federal Jair Messias Bolsonaro, pré-candidato a presidente do Brasil pelo Partido Social Cristão.

“Sabem o que separa Trump 2016 de Bolsonaro 2018?”, questionou Wilson Gomes, antes de propor a resposta. “Um partido grande. Ou uma coalizão liderada por um partido grande. Deem a Bolsonaro um PMDB, por exemplo, e vejam se o apelo eleitoral do bolsonarismo é muito diferente do trumpeísmo”, escreveu no Facebook.

Para o professor, o próprio apelo hegemônico dos ideais democráticos está em cheque.  “Aparentemente, entramos naquela fase da refrega política em que os valores da Democracia e da tradição liberal estão levando uma considerável surra, depois de um ciclo de hegemonia. E os infames estão vindo, com apetite incomum. Segurem-se aí no que puderem”.

“JN É A NOSSA PRINCIPAL CORTE CONSTITUCIONAL”, AFIRMA WILSON GOMES

Jornalista Willian Bonner, editor e apresentador do Jornal Nacional.

Jornalista Willian Bonner, editor e apresentador do Jornal Nacional.

O professor de comunicação Wilson Gomes (UFBA) usou hoje (15) as redes sociais para comentar a edição dessa terça-feira (14) do Jornal Nacional.

Ontem, o JN noticiou que o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki anulou a validade de um diálogo gravado entre a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. O material não poderá ser usado como prova porque foi obtido e divulgado de forma ilícita. Segundo Gomes, ao invés de esclarecer de forma detalhada a nova notícia (sobre a anulação), o telejornal decidiu reproduzir o diálogo na edição de terça, sem qualquer justificativa jornalística.

Wilson Gomes.

Wilson Gomes.

O professor, um estudioso das relações entre política e comunicação, lembrou um jargão jurídico para classificar o poder enunciativo da TV Globo e, ao mesmo tempo, o desprezo diante das boas práticas jornalísticas: “Globo locuta, causa finita est”.

Em tradução livre, se a Globo diz, caso encerrado, sua palavra é a lei. Por isso, Gomes chamou o JN de “principal Corte Constitucional” do Brasil. Leia a íntegra.

Por Wilson Gomes

Globo locuta, causa finita est

Parem tudo! Vamos ver se eu entendi direito. Um juiz da mais alta corte judicial do país considerou que a peça X – no caso, uma gravação de conversa entre Lula e Dilma Rousseff – não podia compor o processo contra o ex-presidente promovido por um juiz federal. Uma empresa de telejornalismo havia se beneficiado com a farta divulgação desta gravação na ocasião. Gravação que, aliás, foi indevidamente divulgada segundo juízo do mesmo magistrado da corte suprema. Além disso, próprio juiz federal, de cujo círculo foi convenientemente vazado para a empresa de jornalismo o famigerado arquivo de áudio, lavrou um veemente pedido de desculpas à corte pelo mau juízo por ele formulado, quando admitiu o áudio em questão, obtido ilegalmente, e pretendeu usá-lo como prova.

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POR QUE TANTO MEDO DOS MÉDICOS CUBANOS?

O médico cubano Juan Delgado foi hostilizado por "colegas brasileiros". A presidente Dilma Rousseff o cumprimentou pessoalmente depois do episódio lamentável.

O médico cubano Juan Delgado foi hostilizado por “colegas brasileiros”. A presidente Dilma Rousseff o cumprimentou pessoalmente depois do episódio lamentável.

Wilson Gomes é uma referência dos estudos sobre política e mídia. Ele é professor titular da Faculdade de Comunicação da UFBA. Costuma usar o Facebook para publicar reflexões sobre temas que estão em debate na sociedade. Um dos seus comentários a respeito do programa Mais Médicos rendeu depoimentos reveladores.

Em um debate no Facebook, um dos interlocutores desejou que alguém da família do professor fosse atendido por um “cubano”. A “praga” se realizou. A mãe de Wilson mora em Camacã e ficou feliz ao ser atendida por um médico cubano. Ela o achou atencioso. Trata-se do Dr. Ariel Calderon Rodriguez.

Wilson lembra que sua mãe estava acostumada com outros médicos. Daqueles que chegam em Camacã com um único plano de vida: enriquecer (ou “enricar”). Em 10 anos, se tornam fazendeiros, empresários ou políticos. “Nada contra enricar, embora eu seja incompetente nesta área, tudo contra o que acompanha esse processo do lado da medicina: desatenção, arrogância, desprezo pela vida e o sofrimento alheios”, disse.

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O NOVO PRODÍGIO INTELECTUAL DA DIREITA

wilson gomesPor Wilson Gomes

Comentário publicado no Facebook do autor. 

Rodrigo Constantino, o novo prodígio intelectual da direita, que se gaba de ser “liberal sem medo da polêmica”, provou mais uma vez que é simplesmente um conservador clássico que busca a polêmica como meio de vida. Letícia Spiller foi assaltada em casa, foi feita refém, com a filha dormindo ao lado, um horror. Mas como parece que Letícia tem posições à esquerda, Constantino, o pregador, resolveu aproveitar o caso para dar-lhe uma descompostura e mostrar que a violência sofrida foi, afinal, plantada pela própria vítima. E lhe ensina que deveria aproveitar a lição e mudar de vida. Mudar, quer dizer, passar para o lado dele (“Te espero do lado de cá, o lado daqueles que não desejam apenas posar como ‘altruístas’ com base em discurso hipócrita e sensacionalista (…), xaveca Constantino, o irresistível).

Destaco duas frases da “Carta aberta a Letícia Spiller” do apóstolo Constantino:

1) “(…) para o bem ou para o mal (quase sempre para o mal), atores e atrizes são formadores de opinião por aqui”;

2) “Quando vocês tratam bandidos como vítimas da sociedade(…) vocês incentivam o crime!

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O PAPA FRANCISCO E OS HOMOSSEXUAIS

wilson gomesPor Wilson Gomes

Traduzo abaixo os trechos que considerei mais pertinentes da entrevista do papa Bergoglio a La Civilità Cattolica, de que se está falando. E faço dois comentários em seguida. 

“Em Buenos Aires eu recebia cartas de homossexuais, que são “feridos sociais” porque me dizem que sentem o quanto a Igreja lhes tenha condenado sempre. Mas a Igreja não quer fazer isso. Durante o voo de retorno do Rio de Janeiro disse que, se um homossexual é uma pessoa de boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-lo. Ao dizer isso, eu expressei o que já diz o Catecismo. A religião tem o direito de manifestar a própria opinião para com ela servir a todos, mas Deus, na criação, nos fez livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é mais possível”.

“Uma vez uma pessoa me perguntou, na forma de uma provocação, se eu aprovava a homossexualidade. Eu então lhe respondi com outra pergunta: «Diga-me: Deus, quando olha um homossexual, aprova-lhe a existência com afeto ou a rejeita por meio de uma condenação?». É preciso sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas, e nós devemos acompanhá-las a partir da condição delas. É preciso acompanhá-las como misericórdia”.

“O confessionário não é uma sala de tortura, mas o lugar da misericórdia no qual o Senhor nos estimula a fazer o melhor que pudermos. Penso também na situação de uma mulher que deixou para trás um matrimônio fracassado no qual tenha até mesmo abortado. Depois esta mulher se casou de novo e agora está tranquila com cinco filhos. O aborto lhe pesa enormemente e é sinceramente arrependida. Gostaria de continuar na vida cristã. O que faz o confessor? Não podemos insistir apenas sobre questões ligadas ao aborto, casamento homossexual e uso de métodos anticoncepcionais. Isso não é possível. Nunca falei muito disso e fui criticado. Mas quando se fala disso, é preciso falar em um contexto. O ponto de vista da Igreja, ademais, já é conhecido e eu sou um filho da Igreja, mas não é preciso ficar falando o tempo todo disso”

Parece pouco, meus caros, mas não é.

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