Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 34 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Pós-graduando em artes visuais pelo SENAC. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
Raimundo do Basílio é uma liderança inconteste no Alto do Basílio, em Ilhéus. Nas últimas eleições municipais (2008), ele saiu de sua base muito bem votado, com mais de 700 votos. Apesar de fazer campanha com pouquíssimos recursos, ele obteve 1056 votos.
Cansado de ser enrolado pelo vice -prefeito de Ilhéus (Marão) filho da deputada estadual Ângela Sousa (PSC), Raimundo disse adeus e firmou compromisso com o também deputado Euclides Fernandes (PDT).
Marão assume compromissos com tudo mundo e cumpre com poucos. Nunca diz não e vai sempre empurrando com a barriga. Quando procurado, ele usa uma tática manjada, manda as pessoas procurarem o secretário de ação social Augusto Macedo, seu fiel escudeiro. Como ele não pode resolver tudo, submete os requerentes a um “chá de cadeira” desmoralizador.
Este é o jeito Marão de fazer política, através do “enrolation”.