EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Matérias com a tag ‘Sul da Bahia’

DOCUMENTÁRIO SOBRE A CRISE DO CACAU NA DÉCADA DE 90

Do blog Acorda Meu Povo

Confira o documentário apresentado por Marília Gabriela, um dos melhores trabalhos audiovisuais já realizados sobre o sul da Bahia, revelando com clareza os desafios de conservação da mata atlântica e o impactos da crise do cacau durante a década de 90.

Veja a sequência dos vídeos.

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CUIDADO COM ESSA TERRA: UMA FOTO VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS!

Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.

O Sul da Bahia tem história da longitude do Brasil, e guarda tesouros do patrimônio natural e cultural. Também sabemos que por detrás dessas belas paisagens, ainda existe miséria – baixíssimos índices de desenvolvimento humano, resultado da perseguição e abandono das comunidades nativas, concentração de riquezas, da crise do cacau e outros descaminhos.

Mesmo assim, esse é um lugar raro nos dias de hoje, e que tem a oportunidade de fazer a diferença, qualificando um modelo de desenvolvimento autêntico – social, cultural, econômico, ecológico, tecnológico, aprendendo com experiências negativas vivenciadas em outras regiões, evitando a repetição de erros, e as práticas de deixam um rastro de destruição e injustiças sociais.

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NATURA VAI AMPLIAR DEMANDA POR CACAU EM ILHÉUS

Do Gente e Mercado.

A empresa de cosméticos Natura ampliará de 20 toneladas para 29 toneladas a demanda por cacau da Bahia para a fabricação de cosméticos até o final do ano. O crescimento representa uma alta de 45% nas compras de matéria-prima produzida por uma cooperativa de pequenos produtores de Ilhéus.

No sul da Bahia, a Natura mantém parceria com a cooperativa Cabruca em ilhéus. O trabalho permite a repartição de benefícios e a compra de parte da produção pela empresa. Os recursos são utilizados no desenvolvimento e qualidade de vida de 140 famílias que produzem em uma área de três mil hectares de mata atlântica.

A Natura não fala em números de investimentos para esta nova linha. A informação é de que 3% do faturamento anual é destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Para 2011, a projeção de crescimento gira em torno de 13% em relação ao ano passado. Puxando este crescimento aparece a região Nordeste, que além da melhora no poder de consumo, é destaque no interesse por produtos de perfumaria.

A ENTREVISTA DE RUI ROCHA NO PROGRAMA DO JÔ

Nesta entrevista, o professor Rui Rocha, diretor do Instituto Floresta Viva, comenta a situação da Mata Atlântica, por sinal, em franca recuperação e com o desmatamento estagnado.

Ruy fala sobre o Porto Sul, projeto que não se encaixa no perfil do Sul da Bahia, por ameaçar a rica biodiversidade e as vocações naturais da região.

O bate-papo foi direcionado a quem não vive diariamente o ritmo incessante do debate. É evidente que para as pessoas da região, muitos dos tópicos abordados já foram explicitados e discutidos, porém, o restante do país pouco conhece do assunto.

Além do mais, a entrevista seguiu o controle do tempo, sendo impossível a produção de um tratado detalhado. Quando Rui Rocha tentou explicar a atual situação do projeto, previsto agora para Aritaguá, o apresentador o interrompeu para saber se já havia contratos assinados.

Rui caminhou no seu ritmo habitual, sempre cortês, sem citar nomes e fazer ataques diretos a ninguém. Ao contrário de muitos adeptos da empresa do Cazaquistão, que trilham sempre a superficialidade, fazem uso de rótulos, acusações descabidas e preconceituosas.

Rui falou sobre a pelotização, intenção velada dos empreendedores, mas não teve tempo de criticar as “intenções siderúrgicas” de alguns grupos, a exemplo do Votorantim.

Confira a entrevista e deixe sua opinião.

MINISTRO DETERMINA QUE A DIREÇÃO DA PF APURE ABUSOS CONTRA ÍNDIOS TUPINAMBÁ

Tribo Tupinambá de Olivença.

A presidente Dilma Rousseff deve lançar nesta semana o Programa Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGAT), que regulamenta a permanência dos índios em suas terras.

O lançamento coincide com a realização do “Acampamento Terra Livre”, que terá início hoje (3) em frente ao Congresso, onde líderes indígenas reivindicarão a permanência em suas terras.

Para o secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, “isso é uma vitória enorme dos índios. Eles terão uma força importante para participar de todas as políticas públicas e principalmente denunciar abusos”.

O secretário informou ainda que o governo está atento à questão da criminalização de lideranças indígenas. Em especial aos conflitos que ocorrem no sul da Bahia, com índios Pataxó ou Tupinambá. “É uma região que sofreu influência da elite do cacau, da ditadura militar e depois, das oligarquias. Houve distribuição de títulos em cima de terra indígena; fazendeiros e até juízes se apossaram das terras, formaram fazendas em cima de terra indígena. Os índios ficaram dispersos em todas aquelas cidades por terem sido expulsos das terras de forma violenta nos anos de 1960 e 1970. Já na década de 90, com as discussões sobre os 500 anos do descobrimento, eles começaram o processo de retomada. Há naquela região um problema realmente de um processo mal-arranjado. Os índios fazem o processo de retomada e os fazendeiros entram com as ações”, ponderou Paulo Maldos.

O secretário revelou que no último dia 19 de abril, Dia do Índio, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, que as denúncias de abuso da Polícia Federal aos indígenas, principalmente na Bahia, se transformem em processos administrativos e sejam rigorosamente investigados.

Com informações da Agência Brasil.

INFORMAÇÃO PARA CONTRAPOR A MENTIRA

O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de “projetos” a partir de propagandas mentirosas.

Pessoas que respeito sonham com a instalação de várias siderúrgicas em Ilhéus.

A falta de informação, somada à natureza de certas convicções (prisões), impede figuras inteligentes de enxergar a um passo à frente.

A lógica do “é necessário pra agora” permanece rígida diante de fatos inquestionáveis.

O modelo industrial convencional não é capaz de garantir o bem-estar das populações pelo mundo afora. O exemplo abaixo merece destaque.

“A siderurgia brasileira destruiu o Vale do Rio Doce. Para a recuperação de uma pequena parte, se estima que vai custar mais de 1 bilhão de dólares. Muitas das empresas que arruinaram o Rio Doce não existem mais, são de 80 anos atrás. Então, quem acaba pagando a conta é o cidadão comum”. Rubens Ricupero (clique aqui).

Um argumento como esse, normalmente se defronta com respostas tacanhas, do tipo “paisagem não enche barriga”. O problema é que a maioria das comunidades vítimas de problemas ambientais pensa diferente.

Neste caso, para romper as barreiras da ignorância, só resta um caminho. Levar informação às pessoas, a partir de exemplos muito próximos. Mostrar que o caminho proposto pelo governo do estado para o Sul da Bahia, guarda pelo país afora, casos diversos de muita destruição e impactos negativos ao meio ambiente, acompanhados da exploração de uma classe trabalhadora pouco qualificada (clique aqui).

As autoridades garantem que os projetos relacionados ao minério de ferro têm grande aceitação entre os grapiúnas, sobretudo os ilheenses.

O número grandioso de “equivocados” sugere ausência quase absoluta de informação honesta. Poucas são as pessoas dispostas a acabar com essa cortina de fumaça. Alguns abnegados, como este blog, insistem diante de surdos, e de uma ressonância insatisfatória, que esbarra no acesso restrito à internet e sua banda larga.

O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de “projetos” a partir de propagandas mentirosas.

Os enganados carecem de boa informação. Lamentavelmente poucos falam a verdade simples, capaz de esclarecer.

O CACAU DO SUL DA BAHIA

Por Paulo Paiva

O chocolate é um produto globalizado há bastante tempo, mas a sua história pouco reconhece a importância dos agricultores do sul da Bahia, e nós mesmos, ainda precisamos de muita conscientização para não desistirmos do cacau e de suas possibilidades. 

Temos grande mérito não apenas pelo que já fomos no seu mercado, mas pelo que devemos ser. Nós criamos o boon dessa lavoura com uma monocultura que nasceu ecológica, imitando a floresta. Depois, ela migrou para outras terras da Venezuela, Porto Príncipe, Equador, Gana, Nigéria, Indonesia, Malásia e Costa do Marfim. Mas em nenhum desses lugares o cacau agregou tanto valor para a ecologia e a biodiversidade como no sul da Bahia.

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DILMA, O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

Por Marcos Pennha.

A presidenta da República Dilma Rousseff fez seu primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e TV, dia 10 de fevereiro último. Cada vez mais, ela dá demonstração de que é totalmente diferente de seu antecessor e correligionário do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma é acadêmica e, portanto, decide sempre sob o olhar técnico, pouco se importando com o querer exacerbado de ser popular. Na sua fala, enfatizou que investirá mais na Educação. O caminho é por aí mesmo. A pessoa esclarecida não é enganada facilmente com sorrisinhos, apertos de mão e abraços dissimulados, combinados com discursos movidos por retórica e eloquência. Sem contar que a tendência mundial é a de que todos devem qualificar-se, profissionalmente, para ganhar o salário digno.

Um dia antes do pronunciamento, o governo anunciou o corte de R$ 50 bilhões do orçamento, com a finalidade de fazer frente ao salário mínimo de R$ 545, segundo o ministro da Fazenda Guido Mantega. O pré-requisito do economês diz que, para maximizar o lucro, quando não é possível o aumento da receita, deve-se cortar os custos. A presidenta, certamente, terá que pagar o pato da festança da “quitação da dívida externa”, promovida por Lula, que resultou no aumento da dívida interna.

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O SUL DA BAHIA TEM MÃO DE OBRA QUALIFICADA?

Ontem (segunda-feira/07) o Jornal da Globo exibiu matéria sobre o desemprego no Brasil, que está numa baixa histórica.

Apesar da grande oferta de vagas oferecidas, empresários encontram dificuldades para conseguir pessoas qualificadas.

Aqui no Sul da Bahia, a construção do Porto Sul, um projeto de grande porte que envolve o preenchimento de funções qualificadas,  traz a esperança de geração de empregos.

Duas perguntas:  esta região possui candidatos qualificados para atender a demanda do projeto? Quais investimentos temos recebido quando o assunto é qualificação de mão de obra?

PORTO SUL: “A PIOR CONCEPÇÃO DO PIOR PROJETO”

Amílcar Baiardi.

Entrevistamos Amílcar Baiardi, professor dr. da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (clique aqui), mais um pesquisador de postura extremamente crítica ao Porto Sul.

Baiardi afirma que a idéia do Governo do Estado e da BAMIN é “a pior concepção do pior projeto”, uma vez que desrespeita as vocações naturais do Sul da Bahia, e impõe um complexo intermodal voltado apenas para exportação de minério de ferro, matéria-prima que sairá do estado sem valor agregado.

Para ele, o potencial que o estado tem, relacionado ao minério de ferro, não deve ser ignorado. Entretanto, há várias alternativas que possibilitariam a exploração dessa riqueza, sem necessariamente destruir as potencialidades inerentes a esta região.

Ouça a entrevista.


COSTA RICA: O MODELO IDEAL PARA O SUL DA BAHIA

Costa Rica.

Costa Rica, pequeno país da América Central, possui diversas semelhanças com o Sul da Bahia. São fatores em comum relacionados à natureza, extensão territorial e litorânea, clima e vegetação.

O pequeno país – com indicadores sociais bem melhores que os nossos – soube desenvolver-se economicamente, sem se distanciar da sustentabilidade (integração entre conservação e desenvolvimento; satisfação das necessidades básicas humanas; alcance da equidade e justiça social; autodeterminação social e diversidade cultural e preservação ecológica).

Rui Rocha, presidente do Instituto Floresta Viva e professor da UESC, esteve na Costa Rica, numa missão oficial apoiada pelo governo da Bahia e SEBRAE. Nessa entrevista, concedida ao radialista Gil Gomes (programa Alerta Geral, Rádio Santa Cruz), no dia 29 de outubro,  ele defende o modelo adotado na Costa Rica como a alternativa ideal para o Sul da Bahia.

Vale a pena ouvir.

QUESTÕES SOBRE O TREM BALA E O PORTO SUL

Artigo do professor Rui Rocha para a revista Eco.

A revista Exame de setembro coloca, em título gigantesco: quem precisa do Trem Bala? A pergunta, aparentemente ingênua, põe o dedo na ferida em um tema tão caro à mídia – as debilidades da infraestrutura brasileira. A revista, conhecida por executivos e empresários, se coloca do lado de Maria dos Anjos, uma empregada doméstica que pega três ônibus para chegar ao trabalho, acordando as 4 horas da manhã, para chegar as 7 horas no bairro do Jardins. No final, o artigo questiona: para que uma obra como o trem bala, ao custo de 40 bilhões de reais, se as necessidades por transporte público, saneamento básico e moradia nas grandes cidades são tão gritantes?

Todos os dias lemos matérias na imprensa questionando a falta de investimentos em infra-estrutura, com ênfase em logística, no Brasil. Na Bahia, o custo do escoamento de commodities como soja e ferro, prejudicado por falta de ferrovias e portos, está sempre em destaque. De um modo aparentemente sábio, os Governos de Lula, Dilma e Jaques Wagner, os três irmãos de fé desta eleição aqui na Bahia, anunciam que a ferrovia Oeste Leste e o Porto Privativo da BAMIN farão um par perfeito, com investimentos previstos de quase 7,5 bilhões de reais, e ainda vão gerar dezenas de milhares de empregos.

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O ACERTO DE CONTAS

No dia 23 de setembro próximo aconteceria o debate com os postulantes ao cargo de governador da Bahia. Seria realizado na TV Cabrália Record News, em Itabuna. Não haverá, porque apenas os candidatos Marcos Mendes (PSOL) e Luiz Carlos Bassuma (PV) assinaram o compromisso de participação. A emissora transmitiu a nota, em editorial, lamentando a não realização do que se configuraria como fato inédito. Não adiantaram os esforços do diretor Marcos Silva e da gerente de jornalismo Delza Shawn. Pela legislação eleitoral, o debate só é possível com a participação de, no mínimo, três candidatos. Os cinco convidados foram os de partidos com representação na Câmara Federal.

O governador Jaques Wagner (PT), o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) não deram importância, alegando falta de espaço na agenda. Para a TV Cabrália, no entanto, “um passo atrás na caminhada pela democracia”.

A região sul da Bahia abriga, aproximadamente, três milhões de habitantes, dos quais um milhão é de eleitores. Na época áurea do cacau, somente Ilhéus e Itabuna sustentaram a Bahia em arrecadação de impostos. Hoje, essa região, que abrange 90 municípios, carece dos serviços essenciais: educação, saúde e segurança. A maioria de gente desempregada migra para outras regiões do país, quando não cai nas garras do crime organizado. Pode-se constatar isso nos números crescentes de violência, principalmente em Ilhéus e Itabuna, as duas mais populosas. A falta de saneamento básico é um dos problemas crônicos. As escolas, sucateadas. Os professores e policiais, mal pagos. Não há políticas públicas sérias, verdadeiras, consistentes para geração de emprego e renda.

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SUL DA BAHIA EM DEBATE

Por Marcos Pennha.

A Bahia é um dos estados mais ricos do Brasil. Em boa parte dos seus 411 municípios, a natureza foi pródiga, apresentando extenso litoral, rios, lagos, lagoas, cachoeiras, manguezais, mata atlântica e terras férteis. Somando-se a tudo isso, conta com sua riqueza cultural, bem representada pela arte trazida pelos negros africanos: capoeira, maculelê, candomblé, a atraente culinária, além da música e da literatura.

Sem querer desmerecer a capital, Salvador, e outras regiões, não podemos deixar de colocar em destaque o nosso sul da Bahia. Essa região, notadamente as cidades Ilhéus e Itabuna, na época áurea do cacau, muito contribuiu com a Bahia em termos de arrecadação. Só que os olhos dos governantes pouco se voltaram para essas bandas, que continuam com seus problemas alastrados, dia a dia.

Na centenária Itabuna, cresce vertiginosamente os casos de violência, a maioria relacionada ao uso de droga, em especial o crack. Centenas de vidas ceifadas anualmente, devido a falta de políticas públicas implementadas ou pouco eficientes. Um dos problemas históricos da cidade é a poluição do rio. Praticamente seco, exala um mau cheiro insuportável, além de sua sujeira ser o fator de proliferação de doenças dos moradores.

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AMERICANO BON VIVANT INVESTE NO SUL DA BAHIA

Do Estadão.

A trajetória de Frederick Schilling é bem diferente da que se espera de um empresário bem-sucedido. Ex-estudante de religião, fã de Paulo Coelho, guitarrista de banca de rock, ele transformou uma fabricante artesanal de chocolate orgânico num negócio de US$ 17 milhões. Investiu numa rede de agricultura sustentável na Indonésia, que apoia milhares de fazendeiros. Seu último projeto combina, de certa forma, ingredientes dos outros dois: abriu uma fábrica de chocolate na Bahia, estimulando o cultivo orgânico de cacau no sul do Estado.

Há mais de uma década, o americano Schilling estava mais interessado em curtir a boa vida em Telluride, Colorado. Esquiava, tocava guitarra e fumava “toda a maconha que se possa imaginar”. Sua única preocupação era fazer chocolate para levar às festas dos amigos. “Eu gostava de cozinhar, mas detestava chocolate industrial. Acabei inventado minha própria receita.”

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LÍDER GREVE DA PM
Carga Pesada






Funk do valentão.
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