Matérias com a tag ‘Wálter Maierovitch’
O JUDICIÁRIO DE CONFIANÇA ABALADA
Por Wálter Maierovitch
Na sua história, o judiciário passou por momentos difíceis. Lembro da cassação, pela ditadura, dos íntegros ministros Victor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos tiveram recente mente a memória desrespeitada pelo ministro Eros Grau, que deu pela constitucionalidade da lei de autoanistia, esta elaborada pelo regime militar para encobrir arbitrariedades e garantir impunidade a autores e partícipes de assassinatos, torturas e terrorismo de Estado.
Na presente quadra, o Judiciário passa por outro tipo de dificuldade e decorre de um processo de perda de credibilidade pela população. Isso pela ausência de imparcialidade e pela falta de trato igualitário dos cidadãos perante a lei. De permeio, episódios desmoralizantes vieram a furo, como, por exemplo, a falsa comunicação de crime feita pelo ministro Gilmar Mendes: afirmava ser vítima de grampo e, com particular teatralidade, levantou suspeitas contra a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
DROGAS IMPURAS INVADEM DISCOTECAS E FESTAS POPULARES. TESTAGEM É A SOLUÇÃO. ACORDA, BRASIL
Por Wálter Maierovitch
Neste espaço, tratei recentemente das narcossalas em razão da proliferação das cracolândias e da falta no país de políticas realistas para contrastar, sem violar direitos fundamentais, o fenômeno representado pelas drogas consideradas proibidas.
Diversos países obtiveram resultados positivos na redução da demanda de drogas ao se distanciarem da matriz proibicionista imposta por convenções das Nações Unidas pelos EUA e por Estados teocráticos que aplicam a traficantes pena de morte. Os Estados progressistas, de políticas inovadoras, cuidam da prevenção não como instrumento antidrogas, mas como desmotivador do uso. Mais ainda, promovem intervenções sanitárias, como por exemplo o “pill testing”, voltadas ao consumo mais responsável e menos danoso ao usuário e à sociedade em geral.
No Brasil, os resultados das políticas de FHC e Lula são os piores possíveis. E os responsáveis pelas políticas sobre drogas no governo Dilma são os mesmos de FHC e Lula. De país de trânsito de drogas provenientes da Colômbia, Peru e Bolívia, direcionadas à Europa, viramos praça de consumo e não conseguimos criar estímulos para dar respostas negativas aos apelos dirigidos ao consumo de drogas proibidas. No Brasil, por pressões das bancadas religiosas, os governantes fingem acreditar na utopia de uma sociedade sem drogas.
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CRACOLÂNDIAS, A HORA DAS NARCOSSALAS
a “história epidemiológica e a experiência clínica demonstram que o projeto de uma sociedade sem consumo de drogas é ilusório. As posturas proibicionistas e repressivas são inócuas-. Isso porque a cura raramente se dá apenas com a abstinência”







