Após de denuncia de abandono, Prefeitura anuncia projeto de revitalização da Biblioteca Pública de Ilhéus


Durante a semana inúmeros internautas divulgaram vídeos mostrando a situação precária do antigo Colégio General Osório, hoje Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho.

Neste sábado, a Prefeitura divulgou o projeto elaborado para revitalizar o prédio histórico, informando que já foi aprovado pelo Conselho de Cultura.

Segundo a Prefeitura de Ilhéus, além de apresentar uma proposta de criação de um centro cultural e a integração entre a Rua Bento Berilo com a Praça Castro Alves, até a Avenida Soares Lopes, o estudo tem como objetivo despertar nos ilheenses o pertencimento em relação ao patrimônio.

Na visão do arquiteto da Prefeitura de Ilhéus, Bruno Sitta, o projeto vai além da proposta de uma reforma estrutural do prédio, a fim de que o equipamento seja abraçado pela comunidade por meio da criação de um novo espaço público, abrindo os muros de onde era o pátio de recreação dos estudantes do antigo Colégio, para que as pessoas se sintam parte da biblioteca e despertem o entendimento desse lugar como espaço de memória, cultura e conhecimento.

“A ideia é que com a ligação a ser promovida nesse pátio, as pessoas consigam contemplar com mais clareza o prédio e perceber o significado dessa grande arquitetura histórica que temos no nosso município”, explicou Sitta, que salientou a projeção de um piso intertravado com preferência para pedestres e acesso para a passagem de carros, entre a Biblioteca e a Praça Castro Alves.

O projeto, de autoria de Bruno Santafé, desenha uma reforma estrutural no prédio original, para resolver problemas na cobertura, impermeabilizações, esquadrias antigas, e as degradações decorrentes do tempo, do uso e do vandalismo.

A ideia da iniciativa visa uma parceria público privada com a concessão de uso de parte da área lateral do imóvel pelo município ao investidor, que se incumbirá de arcar com os custos da execução total do projeto.

Caso Henry Borel: Vereador Jairinho passou mal no primeiro dia preso


O vereador Jairinho passou mal no primeiro dia preso. Ele chegou a ser levado a uma UPA no interior do Complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Durante a noite, Jairinho também chorou e aparentava muito nervosismo.

Em sua primeira noite na cadeia após a prisão, a professora Monique Almeida Medeiros,chorou por toda a noite. Ela ficará isolada em uma cela por 14 dias.

A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, decretou a prisão de Jairinho e Monique por 30 dias até que novas diligências e provas sejam apresentadas.

O caso Henry Borel, menino morto aos 4 anos de idade, no dia 8 de março, chocou o Brasil.

Evento online debateu formas de combate ao trabalho escravo no Sul da Bahia


Promovido pelo Instituto Sorria, o evento virtual desta sexta-feira (08), discutiu conhecimentos sobre ferramentas de informação e combate à escravidão moderna no país. Os palestrantes foram a psicóloga Eliane Oliveira e o advogado Jorge Latrilha e contou com a participação de servidores públicos, profissionais liberais e representantes sindicais.

A psicóloga, Eliane Oliveira, afirmou que as condições do trabalho escravo ocorrem junto às tentativas de silenciamento e invisibilidade. “Com a saúde mental e emocional seriamente comprometida, por conta do trabalho exaustivo, perdem a identidade, dificultando o resgate.”

Para o advogado Jorge Latrilha, embora a Constituição Brasileira proíba o trabalho escravo em todas as suas formas, ela é comum em muitos pontos da Bahia. “Essa realidade, de condição degradante do trabalho, se traduz em crime contra os Direitos Humanos, além de ser uma ofensa à democracia, revela uma raiz de natureza econômica, com reflexos sociais e políticos.” disse.

O presidente do Instituto, Jacson Cardoso Chagas, agradeceu a presença de todos e lembrou que mesmo durante a pandemia, o Observatório continuou realizando suas atividades e apurando denúncias.

“Essa palestra pôde acontecer num ambiente virtual, assim como também o digital nos auxilia no desenvolvimento do nosso trabalho, por meio do site, aplicativo de denúncias e WhatsApp. Temos sido parceiros de várias atividades, como no Projeto Vida Saudável, realizado no Clube dos Comerciários, além de realizar doações às entidades da cidade, como na parceria com o amigo solidário Wenceslau. Tudo isso é muito positivo.” disse.

A palestra é parte das atividades do Observatório Social, projeto do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), realizado pelo Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad), em parceria com o Instituto Sorria, que identifica denúncias de trabalho escravo no sul da Bahia.

Uma das tarefas do Observatório é o atendimento às vítimas resgatadas, assegurando apoio especializado, garantindo seu encaminhamento às políticas públicas pertinentes.

Caso você desconfie de uma situação de trabalho escravo, pode denunciar anonimamente, pelo aplicativo, site www.institutosorria.org.br e WhatsApp (73 99856-8442).