A saída da Ford do Brasil/Bahia é uma soma de incompetências


Editorial do Blog Agravo.

Já dizia minha avó: “quem tem um não tem nenhum”. A vinda da Ford foi paradigmática, à revelia do senso comum, instalou-se a primeira montadora de carro do Norte-Nordeste, mérito, à época, do velho ACM. O PT, todos sabem, votou contra. Os parlamentares do PT da Bahia votaram contra, com destaque para Jaques Wagner e seu uso frenético da tribuna do congresso contra a vinda da Ford para Bahia, anos depois Wagner viraria Governador.

O projeto Ford/BA cumpriu sua missão inicial, mudou o perfil da indústria baiana, antes atrelada a insumos, passando processo para produção de produtos de alto valor agregado, trazendo, a seu reboque, todo um segmento até então inexistente, a exemplo da indústria de pneus, autopeças, espumas, dentre outras.

Havia uma obviedade no sucesso. Para se consolidar esse novo perfil industrial, seria imperioso trazer outras indústrias automobilísticas. Eis que o governo Jaques Wagner anuncia a vinda da indústria Chinesa JAC Motors, com direito a solenidades, propaganda em TV e até “enterro de carro”. A indústria não veio e virou um grande mico do petismo baiano.

Paralelamente, sob fortes incentivos do governo Lula, Pernambuco recebe praticamente de uma só vez, 02 (duas) indústrias de automóveis, a FIAT/JEEP e a Hyundai. Pernambuco, até então “virgem”, ganhou duas indústrias.

O fato é que, a primeira incompetência nesse processo tem o DNA do PT local, que incapaz de encarar o “Coronel Lula”, deixou um nicho industrial de alta transformação reduzida a uma única empresa. Na época o Governador Jaques Wagner fazia questão de ressaltar os laços de amizade com o então presidente Lula, aparentemente, essa amizade se limitava a bons whiskies.

A segunda incompetência também tem o carimbo petista. Não se pode negar que o processo de desindustrialização do Brasil vem acontecendo há anos, fruto de uma legislação complexa e um sistema de logística ineficiente e caro, o que pode ser reduzido no denominado “custo Brasil”. Em 14 anos no poder, refém de sindicatos e surfando na popularidade de programas sociais, o PT abandonou a indústria, em especial, aquelas com alta tecnologia.

O governo do PT foi incapaz de fazer a leitura do cenário internacional no tempo certo. Não percebeu o quão competitiva a indústria ficou a partir do “fator China” (custo baixo de produção). Se negou a revisar as relações trabalhistas concebidas em 1941 e sucumbiu à incapacidade gerencial de dinamizar o custo de logística. Hoje pagamos o preço.

O terceiro fator da incompetência, sem dúvida, fica nas mãos da dupla Bolsonaro/Guedes. O primeiro pela permanente instabilidade política, timidez no avanço de projetos e reformas, resistência às práticas de sustentabilidade exigidas pelo mercado mundial, dentre outros. Já Paulo Guedes pecou aos montes. Primeiro pela incapacidade de implementação da prometida agenda liberal. Não se avançou 1 cm nas privatizações, tampouco na reforma tributária e pra piorar, o dólar simplesmente estourou as previsões mais pessimistas.

Em relação ao dólar, sem dúvida, o governo Bolsonaro conseguiu o fenômeno de encontrá-lo a R $3.80, que hoje está no valor de 5.40. O real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo, perdendo para moedas como da falida Argentina, mesmo tendo declarado calote na dívida. A famosa frase de Paulo Guedes que o dólar só romperia a casa dos 5 reais apenas se o Governo fizesse muita besteira se confirmou… o Governo fez muita besteira.

Com dólar oscilando na casa dos R$ 5.50, a indústria de alto valor agregado foi inviabilizada, afinal, existe uma cadeia global de suprimentos, atrelada ao dólar. A disparidade da moeda norte-americana vai assim desmontando a indústria de maior complexidade tecnológica. O Brasil caminha para virar uma grande fazenda. Com dólar tão alto associado ao Custo Brasil, nosso destino será produzir e vender cana de açúcar, aço, carne … isso, se os países ainda aceitarem as idiossincrasias do relacionamento internacional do atual presidente.

Mário Alexandre dá sobrevida ao Jabismo


Editorial do Blog Agravo

 Governo de Mário Alexandre aceita as duas faces dos Jabistas.

O prefeito Mário Alexandre ainda não entendeu o recado das urnas que o elegeram; se fosse  para dar continuidade ao Jabismo, os ilheenses não teriam votado em Marão. Teriam elegido o candidato que representava o Jabismo, Cacá Colchões.

Desde a sua posse, Mário vem dando prioridades a nomes ligadíssimos ao prefeito Jabes Ribeiro, que ocuparam cargos importantes na última administração e estão ganhando sobrevida ocupando cargos de confiança em áreas estratégicas do atual governo.

Será que o prefeito acha que essas figuras da cozinha de Jabes vão pedir voto para a reeleição de sua mãe? Engana-se!

Segundo informações fidedignas, um desses cargos comissionados com DNA Jabista, vem atrapalhando e boicotando os serviços públicos, está usando uma máquina do município para campanha de outro candidato.

Sei que muitos vão dizer que poucas pessoas políticas não passaram pelo grupo do ex-prefeito, mas quais exerceram cargos e são de extrema confiança?

Já há quem jogue a toalha no grupo do prefeito. O governo, que tem apenas 1 ano e quatro meses,  já possui o desgaste de final de mandato que não conseguiu realizar o mínimo do prometido. A guerra de egos que se instalou na secretaria de Desenvolvimento Urbano, entre o secretário Jorge Cunha e “seus” diretores ( Jabistas) colocados goela abaixo por Marão, vem deixando os quatro cantos da cidade completamente abandonados.

Apesar de focar neste momento na Saúde e Educação, com ações diretas como reforma de postos e escolas, o governo falha no quesito recursos humanos.

Marão promete realizar uma mini reforma administrativa e já há quem coloque as barbas de molho esperando mais nomes jabistas. Desta vez, no primeiro escalão!

Elias Reis presta homenagem ao radialista Altamiro Viana da Silva, o Zé tiro-seco


Altamiro Viana da Silva, conhecido como Zé tiro-seco, brasileiro, baiano, ilheense, nascido no dia 10 de fevereiro de 1937, Aquariano, vascaíno, apaixonado por filme de ação e guerra, católico, devoto de São Cosme e São Damião, foi casado por 44 anos com a sua companheira Sra. Hilda Leite da Silva (Falecida no dia 11/06/2011, às 05h da manhã, aos 74 anos de idade. D. Hilda faleceu em casa, vitima de consequências múltiplas).

Com D. Hilda tiveram dois filhos, Paulo Roberto Leite da Silva (Beto Leite), locutor da Morena FM, e Sandra Regina Leite da Silva, professora. Tem seis netos: Amanda, Fernanda, Paula, Letícia, Natalia e Paulo. Tem sido a alegria do vô coruja.

Altamiro criador de Zé tiro-seco, o tipo caipira, roceiro, matuto ou mesmo tabaréu mais famoso do sul da Bahia. Antes do Rádio já foi comerciante na cidade de Ilhéus. Também trabalhou na loja Rosemblit, dos empresários Simon Rosemblit e do seu sócio Moisés Bohana de Oliveira, isso na década de 50.

Ainda jovem Altamiro Viana despertou para a locução. Começou a ter contato com o microfone justamente numa estação de alto-falante do antigo bairro Ponta da Pedra. Lá, iniciou os seus primeiros passos ao lado de Valdenir Andrade e mestre Zizinho do barco. (mais…)

A blitz contra o bom senso


Editorial

Gigantescos engarrafamentos e muita reclamação, esse é o saldo de várias blitze.

Um dos grandes males que assola o país, é a falta de fiscalização, e o não cumprimento das leis constituídas. Isso é fato.

Por causa disso, a corrupção, em todas as instâncias, se tornou prática corriqueira e chegou a atual situação. A crença na impunidade, e a certeza de que eles, os corruptos, jamais seriam descobertos, causou (e causa) gigantescos prejuízos aos cofres públicos.

Mas, para tudo nessa vida, o bom senso nunca deve sair de campo. Caso contrário, situações que tinham tudo para esbanjarem saldos positivo, acabam gerando transtornos, ofuscando as benesses que supostamente acarretariam.

Um bom exemplo para ilustrar isso, são as blitze que aconteceram em Ilhéus na sexta (10) e neste sábado (11). Ninguém questiona a imprescindibilidade de realiza-las, até porque, milhares de vidas são colocadas diariamente em risco, à mercê de irresponsáveis e criminosos em potencial, cujos veículos se convertem em verdadeiras armas. Para percebermos a dimensão disso, basta consultarmos as estatísticas de mortes no trânsito, devido à combinação: Bebida alcóolica + volante.

Mas, como nos ensinam os mais velhos, para tudo nessa vida deve haver ordem e decência. E são justamente essas duas palavras chaves, que notadamente foram retiradas do vocabulário dos idealizadores e realizadores das referidas blitze. Ou seja, o governo do Estado, através do Detran. Segundo informações, o alvo principal é pegar os automóveis com IPVA atrasado, além de flagrar condutores sob efeito de álcool.

Vejamos alguns absurdos cometidos. Na sexta, a operação começou no início da tarde, e perdurou até as 21h. Na operação, os condutores de veículos foram forçados a passar em frente ao estádio Mário Pessoa, onde a blitz foi realizada. Para isso, todas as vias foram bloqueadas, a exemplo da subida para o viaduto Catalão, e os acessos para as avenidas Soares Lopes e Canavieiras. Tal situação, consequentemente, em uma cidade com gravíssimos problemas de mobilidade urbana, contribuiu para que o trânsito ficasse travado, revoltando cidadãos de bem, que, geralmente apoiam esse tipo de fiscalização, mas que se mostraram totalmente revoltados como a forma irresponsável que tal foi conduzida.

Hoje, uma nova blitz foi realizada, dessa vez na avenida Lomanto Júnior, na altura do Muro do Aeroporto, para quem ia em direção a Olivença, e nas proximidades da curva do aeroporto, para quem vinha da zona sul. Mais uma vez, algumas vias foram obstruídas, colaborando para que o já conturbado fluxo de veículos na localidade, se tornasse um tormento de proporções infernais.

A frase de autoria do ex-governador Octavio Mangabeira, “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”, volta à tona com as Blitze em Ilhéus.

Uma coisa chamou a atenção nas operações: A presença de um estranho guincho, com placa do Rio de Janeiro, que conseqüentemente não é contribuinte baiano.

Perante essa situação, algumas perguntas pairam no ar: Até que ponto a realização de uma blitz (essenciais, desde que realizadas com sabedoria), pode interferir no nosso direito constitucional de ir e vir?

Onde estão os nossos representantes políticos, eleitos democraticamente para nos representar, e interceder pelo bem estar da população? Será que eles, deputados e o nosso prefeito, concordam com a forma que essas blitze estão sendo tocadas? E se discordam, continuarão de braços cruzados?

A população ilheense exige que nossos políticos se manifestem ante tal descalabro, e, obviamente, façam jus aos seus mandatos, tendo como companheiro o bom senso, e busquem soluções para esse problema.

É o que todos esperam!

Olimpíada e Paralimpíada !


Por Gustavo Kruschewsky

gustavoDe pórtico vale dizer que os Jogos Olímpicos 2016 realizados no Rio de Janeiro terminaram – como era de se esperar –  com ganhos de várias medalhas de ouro, prata e bronze conquistadas por vários atletas individuais e outros participantes de várias equipes a exemplos dos Estados Unidos, 1.º lugar em pontuação, segundo lugar Grã Bretanha,  3.º lugar China,  4.º lugar Rússia e 5.º lugar Alemanha. O Brasil, salvo melhor juízo,  alcançou a gloriosa façanha de ficar no décimo terceiro lugar das Olimpíadas 2016, conquistando 19 medalhas, 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. De toda sorte o Brasil superou o recorde de medalhas que obteve nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012,  e ampliou também o acervo de medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Olímpicos de Atenas nos idos de 2004. Parabéns para todos os atletas brasileiros em especial para os baianos Isaquias Queiroz (Ubaitaba) e Herlon de Souza (Ubatã) que conseguiram feitos brilhantes nessa Olimpíada. Até que doravante se aumente a febre pela prática da canoagem no interior da Bahia banhado por largos rios, mas que a turma não deixe de ter um tempinho para continuar os estudos até alcançar níveis satisfatórios. Isso é fundamental! Ser desportista deve ser apenas um meio e não um fim em si mesmo na vida da gente.

Não há negar que a festa foi legal! Para quem pôde se deslocar até o Rio de Janeiro,  foi melhor ainda. Festa dessa natureza proporciona união entre os povos, solidariedade entre os participantes, muita alegria entre as pessoas, aprendizado e muitas oportunidades para se projetar na vida e conhecer muita gente para diferentes fins. O Rio proporcionou ao Mundo uma “Festa” maravilhosa! Será que financeiramente o Estado e a prefeitura do Rio de Janeiro terão prejuízo nessa empreitada?

Para se ter uma ideia, em entrevista à VEJA, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil e da Rio 2016, perguntado por  Monica Weinberg e Thiago Prado –  preocupados com o possível rombo  nessa Olimpíada 2016 no Rio de Janeiro – de R$250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais), “Se a conta não fechar, quem vai cobrir o rombo?” Respondeu o presidente: “A prefeitura e o governo do Rio”. Prosseguiu  Nuzman: “Certamente essa não seria uma questão se a Petrobras tivesse entrado com uma parte nas cotas de patrocínio. Não entendo por que ela não fez isso. É a primeira vez em que a companhia de petróleo do país-sede ficará de fora da olimpíada”. É presidente, o cerco está se fechando aqui no Brasil com essa questão de patrocínio! Considerando – vale aqui anotar – que tanto o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos quanto o Paralímpicos, não têm fins econômicos, portanto, não visam lucros, por que então a PETROBRAS ficou de fora e não ofereceu cotas de patrocínio? Perguntar-se-á.

Mas, segundo os organizadores, os JOGOS OLÍMPICOS 2016 deixaram alguns legados visíveis para a cidade do Rio de Janeiro, a exemplos de “avanço nos transportes públicos e uma infraestrutura que tem tudo para estimular a prática do esporte no país”. Segundo o prefeito do Rio de Janeiro, dando como exemplos, “as arenas Carioca 1, 2 e 3 também já possuem destinação. Uma será escola municipal, outra um centro olímpico de treinamento e outra concedida à iniciativa privada”. Acho interessante essa questão de ARENAS servirem para funcionamento de escolas, mas, por outro lado, pergunta-se-á: Será que haverá uma manutenção digna desses futuros estabelecimentos de ensino para os estudantes, professores e funcionários? Vamos aguardar. Nessa toada, aproveitando toda a estrutura montada nos Jogos Olímpicos 2016, terão início já  em 07 de setembro do andante os JOGOS PARALÍMPICOS do Rio de janeiro com encerramento previsto para 18 de setembro. Naturalmente mais despesas e gastos também para os cofres públicos do Estado e Município (prefeitura) do Rio de Janeiro.

Vale dizer que  Eduardo Paes,  alcaide do Rio de Janeiro,  deu declaração segundo o  Jornal da CBN, com Milton Jung,  que “o custo total das obras das arenas usadas nos Jogos Olimpícos 2016 foi de R$ 7 bilhões, sendo que 60% vieram do setor privado”. Transparece que a realização das próximas Paralimpíadas aumentará o gasto para o Estado e Município do Rio de Janeiro e com isso haverá um tendência de  um possível endividamento para os cofres públicos. Não é demais dizer que o endividamento é uma doença que não tem cura nas administrações públicas do nosso querido Brasil. Se a gente fala em endividamento, portanto, nem pensar em se falar no hábito saudável de saber POUPAR. Esse seria o ideal para todos os seguimentos das ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS NO BRASIL, no âmbito municipal, estadual e federal.

*Gustavo  Cezar do Amaral  Kruschewsky é Professor  e  Advogado.

O desespero petista


Opinião Estadão

ptdecadenteUma pesquisa interna do PT, obtida pelo Estado, mostra uma perspectiva desastrosa para o partido nas eleições municipais de outubro. A avaliação indica que os petistas conseguirão se reeleger em apenas 7% das prefeituras que a legenda conquistou no Sul e no Sudeste no pleito de 2012. Já no Nordeste, que se tornou o principal reduto eleitoral do PT graças a seu populismo rasteiro, há chances de vitória em somente 8%. É esse horizonte sombrio que norteia a estratégia petista de jogar todas as suas fichas na histeria do “golpe”, transformando-a em mote de sua campanha eleitoral, pois foi somente isso o que restou ao partido, rejeitado em todo o País pelo imenso dissabor que causou em sua desastrosa passagem pela Presidência. Não há o que defender num legado de roubalheira, irresponsabilidade e mentiras.

Se tivesse um mínimo de apreço pela democracia e pelas instituições, o PT já teria reconhecido seus inúmeros erros e oferecido alguma forma de compromisso com as demais forças políticas para que o País pudesse sair o mais breve possível da barafunda em que a presidente afastada Dilma Rousseff o meteu. Mas o espírito autoritário do partido, que se julga portador da verdade histórica, torna legítimo, aos olhos dos petistas, o falseamento da realidade e o insulto à inteligência na expectativa de criar confusão moral e, assim, tentar salvar a todo custo seu projeto de poder.

Foi esse espírito que presidiu a mais recente resolução da Comissão Executiva Nacional do PT. Com base nas conversas gravadas do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o partido diz ter ficado claro que “a deposição da presidente Dilma tem entre seus objetivos o estancamento das investigações no âmbito da Operação Lava Jato relacionadas aos partidos que engendraram o golpe”. (mais…)

Falta d´água em Ilhéus: Lagoa Encantada pode ser a solução momentânea


Editorial do Blog Agravo

Lagoa Encantada pode resolver o problema momentaneamente a crise hídrica de Ilhéus.
Lagoa Encantada pode resolver momentaneamente a crise hídrica de Ilhéus.

Com a falta de chuva, a situação dos reservatórios de Ilhéus a cada dia vem piorando, e com ela o desespero da população. A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) já deixou claro, que, se em breve não chover, os ilheenses não terão água nas torneiras.

A única saída para a crise é que chova, mas enquanto isso não acontece, existem alternativas, e uma delas já foi anunciada: o aproveitamento da represa da Esperança, que segundo a Embasa só tem viabilidade para atender 5 mil residências. Há um mês se discute o aproveitamento da citada represa, mas até agora a Embasa não anunciou uma solução imediata para a captação.

Está claro que faltou investimento por anos, principalmente na preservação das matas ciliares (que margeiam os rios), para preservar rios e mananciais, principalmente que abastecem a represa do Iguape. Os poderes municipais, agora em diante, devem tomar as medidas cabíveis para exigir esses investimentos necessários para que o problema não se repita em um futuro próximo. Ilhéus sempre se gabou de ter muitos rios e água suficiente para abastecer outras cidades, como Itabuna, mas esqueceu de fazer o dever de casa, e trabalhar pelas suas preservações.

Talvez a saída rápida, e em último caso, seja a utilização do grande espelho d’água de  7 km², que compõe a Lagoa Encantada, que resolveria o problema até que o período de chuva esperado chegue.

O problema mais uma vez seria ambiental, já que a Lagoa Encantada está envolvida por uma Área de Proteção Ambiental. Mas não podemos mais, devido ao caos, deixar essa saída descartada. Cabe a Embasa ver uma viabilidade rápida, para que possa trazer a água da Lagoa até o Iguape.

Não temos tempo para desculpas esfarrapadas da Embasa. Queremos ação e investimentos !

Cadê a Democracia? Governo da Bahia proíbe ato a favor do impeachment na Barra


Foto de Salvador tirada por Thiago Martins.
Foto de Salvador tirada por Thiago Martins.

O governo do estado, por meio da secretaria estadual de Segurança Pública, determinou que a Polícia Militar proibisse a realização de uma manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, que será votado no domingo (17).

Organizado pelos movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre (MBL) e União dos Jipeiros da Bahia (UJB), o ato estava marcado para as 16h, mas foi cancelado pela PM, que apontou problemas em relação à segurança dos manifestantes. No mesmo dia, ocorre no local, por volta das 9h, um ato contra o pedido de impeachment da presidente, organizado por grupos de esquerda e representantes dos movimentos sociais.

Movimentos pró-impeachment já haviam protocolado ofícios informando sobre a realização da manifestação na Barra junto à Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Urbanismo (Sucom), Polícia Federal e SSP. Segundo a assessoria de imprensa do partido Democratas, os representantes dos grupos pró-impeachment foram recebidos pelo Coronel Uzeda na SSP, que informou sobre a decisão de cancelamento do evento. O MBL, Vem Pra Rua e UJB procuraram as lideranças dos partidos de oposição para solicitar apoio e eventual respaldo jurídico.

“O que o governador Rui Costa está fazendo é alimentar o confronto, já que todos sabiam do evento pró-impeachment na Barra. O PT e seus sindicatos e movimentos sociais comprados só programaram o evento deles para a Barra para promover confusão, pois sabem que a presidente Dilma Rousseff vai perder na Câmara”, afirmou o líder do Democratas na Assembleia, Pablo Barrozo, que estuda acionar o chefe do Executivo estadual juridicamente.

*Informações do Portal Metro1

Editorial do Estadão : O paradoxo da presidente


Publicado no Estadão

Extremamente impopular, Dilma Rousseff não pode sair às ruas para se defender do impeachment que a ameaça e é obrigada a se proteger em ambientes fechados como os palácios presidenciais, que transformou em palco de comícios partidários nos quais prega para convertidos. Ela confia – como os fatos demonstram fartamente – que os veículos de comunicação se encarregarão de levar suas palavras aos brasileiros. Os mesmíssimos veículos de comunicação que o lulopetismo chama de “mídia golpista” e acusa de não abrir espaço para as notícias de interesse do governo porque conspiram contra a democracia. É paradoxal que Dilma admita por atos, embora frequentemente negue por palavras, que os veículos de comunicação cumprem seu dever de informar – sem abrir mão, é claro, de espaço para a manifestação de opinião, própria e de terceiros.

Em mais um capítulo da agenda de encontros com simpatizantes, o comício da quinta-feira passada no Palácio do Planalto foi dedicado a artistas. Obviamente em atenção à liderança de audiência da emissora no horário nobre, ignorando a palavra de ordem “abaixo a Rede Globo”, Dilma acomodou à sua direita uma estrela das novelas globais que, embora se declarando “de oposição”, fez um emocionado discurso “em defesa da democracia”, do qual, como era previsível, um flash foi ao ar.

Em sua fala de mais de meia hora, a chefe do governo persistiu na escalada contra seus opositores – chegando a sugerir que são “nazistas” – e repetiu os argumentos a que tem recorrido para se defender do impeachment, inclusive o de que não pode ser acusada de crime de responsabilidade por ter praticado as famosas “pedaladas” fiscais, porque isso “todo mundo fez”, referindo-se a seus antecessores. Essa, aliás, é a mesma desculpa que os petistas usam quando são acusados de corrupção no governo.

Desta vez, porém, Dilma deu especial destaque ao tema “intolerância política”, de que afirma ser alvo. Lançou mão, porém, de um argumento delirante: “Outro dia, uma pessoa me disse que isso (a “perseguição” que tem sofrido) parece muito com o nazismo. Primeiro você bota uma estrela no peito e diz: é judeu. Depois você bota no campo de concentração. Essa intolerância não pode ocorrer”.

Ora, é absolutamente carente de um mínimo de fundamento e credibilidade a hipótese de que remotamente paire sobre o país a ameaça de uma ditadura, no caso, de direita. Porque a ditadura de esquerda, mais propriamente “bolivariana”, é um sonho acalentado por gente graúda do lulopetismo, como o demonstram as relações do Planalto com os decadentes “governos populares” da América Latina.

A “intolerância” a que Dilma se refere é, na verdade, um traço marcante do PT. A essência do discurso populista de Lula – bem como da pregação ideológica dos setores mais radicais do lulopetismo – baseia-se na divisão do país entre “nós” e “eles” que define o campo do “nós” – eternas vítimas do “eles” – como a única e exclusiva “opção popular” de governo. Esse maniqueísmo é favorecido pelo fato de o campo do “eles” englobar uma ínfima, mas ruidosa minoria de radicais de direita, inclusive alguns saudosos da ditadura militar, bem como “picaretas” da política e notórios líderes parlamentares envolvidos até o pescoço com suspeitas e denúncias de corrupção.

É claro que importantes lideranças petistas, a começar pela maior delas, também têm contas a acertar com a Justiça, e muitas delas já estão atrás das grades. Mas os petistas, afinal, são “nós”, e o fato de serem “do Bem” compensa deslizes éticos e morais. Veja-se o fenômeno dos “guerreiros do povo brasileiro”. É exatamente esse raciocínio – ou esse sentimento, já que nisso não há nada de racional – que, à falta de argumentos mais sólidos, justifica a postura condescendente de personalidades que se deixam seduzir pelo apelo “social” e declaram apoio aos donos do poder porque não conseguem discernir os efeitos nefastos do populismo irresponsável de Lula.

E, enquanto no aconchego de seus palácios Dilma prega “tolerância”, as “organizações sociais”, como o MST e o MTST, ameaçam “tirar a paz” e “incendiar o país”.

O descrédito do governo jabista se refletiu no rebaixamento do Colo Colo


Por Jamesson Araújo

colocolo-251x300Não é surpresa o rebaixamento do Colo Colo. Desde a apresentação do time, vários radialistas e jornalistas que acompanham o futebol ilheense, já carimbavam o elenco como fraco. Uma das causas apontadas, é o fato do time ser administrado por dirigentes teimosos e inexperientes, e acima de tudo que não valorizaram os jogadores da região, principalmente a prata da casa.

Em janeiro escrevi um artigo criticando a falta de planejamento da diretoria, e a sua negligência ante a dimensão do Colo Colo, e a referida falta de aproveitamento de jogadores de Ilhéus e Região. (Clique aqui para ler). A previsão do declínio do tigre era algo evidente.

O tempo mostrou que a diretoria errou em apostar em uma parceria empresarial sem ter o que dar em troca, e principalmente por não divulgar erros grotescos do ex-presidente, que segundo informações de membros da atual diretoria, teria pedido um adiantamento de um valor altíssimo junto a TV Bahia, a poucos meses de encerrar sua gestão.

A atual diretoria jogou toda sujeira para debaixo do tapete. A quem interessou o fato?

Ouvi de inúmeros empresários, políticos, e até mesmo torcedores, que o Colo Colo hoje é comandado pelo grupo do prefeito Jabes Ribeiro, e que qualquer ajuda estava destacada, enquanto a atual diretoria continuasse.

A impopularidade do governo municipal, e a ocupação do cargo maior do clube por um jabista, que também trabalha no governo municipal, dificultou e muito a caminhada do Tigrão. O Colo Colo acumula há várias gestões, inúmeros processos trabalhistas, sequestros de rendas, e má gestão dos recursos. Se não houver uma união de associados, renúncia da atual diretoria, e novas caras na administração, pautada na credibilidade junto ao setor empresarial, e principalmente tendo um planejamento mínimo, o Tigrão corre a passos largos para o fim!

No artigo escrito por mim em janeiro, alertamos que o clube era o único representante do sul da Bahia na elite do futebol baiano, e não sabia da capacidade de captação de recursos e ampliação de sua torcida em outras praças esportivas usando o marketing profissional. Mas todo esse discurso de grandeza regional foi jogado no lixo por um time de Moqueca. Triste Ilhéus, triste Colo Colo!